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quarta-feira, 1 de junho de 2011

A CONSCIÊNCIA

"Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.

Vou mandar levantar outra parede...
- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!

Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh'alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!

A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!" (Augusto dos Anjos)

A nossa consciência conhece todos os nossos atos, as ações praticadas e os nossos mais íntimos pensamentos, dela não pode mos fugir, se ela está limpa a paz reina, mas se estiver perturbada ela começa a tumultuar nossa vida.

Ser consciente é discernir o certo do errado, saber a natureza do que será praticado, mas nem sempre o consciente age de forma correta, podendo cometer erros e saber que ele responderá pelas reações e consequências geradas a partir das suas ações.

Agir com consciência é agir com bondade, de maneira correta, porém essa certidão não é restrita apenas ao indivíduo, ela é justa, e se é justa ela é para todos, é equânime e delicada. É um agir transcendental, pois também estará em equilíbrio com toda uma harmonia que existe ao nosso redor e ao horizonte.

O inconsciente age sem pensar, ele pode não discernir o bem e o mal, vive aleatoriamente, para ele não fará diferença o que cometeu. Ele é incapaz de saber o que é certo para ele ou para todos.

O agir inconsciente é um erro que pode ser cometido porque tem consciência, deixando de seguir a ética e priorizando a vaidade pessoal, o homem troca a virtude pelo desejo. Os inconscientes agem sem consciência porque não saber o que fazem.

Se o maior cego é aquele que não quer enxergar, quem tem consciência e persiste em agir com inconsciência parte para o caminho do mal.