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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

FALANDO COM PUREZA


“Nisso que agora fazes, se seguires com zelo, coragem e doçura a inteligência cristalina, se nenhum interesse periférico te distrair, e se conservares puro teu gênio interior, como se no momento o devesses entregar, se tudo isso cumprires, sem nada esperar nem temer, bastando-te obedecer à natureza na tua ação e à heroica verdade em tuas palavras e discursos, então tua vida será feliz. Eis que ninguém poderá impedir tal realização.” (Marco Aurélio)

O que é feito com amor, carinho, verdade e honestidade tem seus valores reconhecidos, livre de vícios e interesses mascarados ou fantasiados em seu conteúdo e sua essência.

O que vem do interior é a expressão da alma pura que nós temos, e que é parte de Deus e que habita no corpo material e completa o ser humano.

O homem que age com a verdade e a honestidade tem atitudes heroicas, pois, ele encara uma realidade que busca satisfazer os interesses pessoais, que proporciona o egoísmo e o individualismo, também onde sobrevivem as ações e reações das mentiras e falsidades.

O homem que fala com pureza quer o bem de todos, é feliz, não quer prejudicar ninguém e nem a natureza, vive bem com os homens e o meio ambiente, fala a verdade sem medo de ser reprimido ou repreendido, fala com a pureza da alma.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

QUATRO FONTES DA HONESTIDADE


“Há quatro fontes de onde decorrem tudo o que é honesto. A honestidade consiste em descobrir a verdade pela astúcia do espírito, ou em manter a sociedade humana dando a cada um o que é seu e observando fielmente as convenções; encontra-se, ainda, ou na nobreza e força da alma idômita e inquebrantável ou nessa ordem e medida perfeita das palavras e ações, resultando daí a moderação e o comedimento.” (Cícero)

As fontes da honestidade vão influenciar nos comportamentos e decisões da humanidade, que poderá agir e pensar de forma honesta.

A honestidade não é apenas com o próximo e com a sociedade, mas também é necessário ser honesto consigo mesmo e ter uma consciência limpa e saudável.

Através da honestidade o homem pode buscar a verdade, pois as fontes do honesto podem ser aplicadas para essa busca do expressar do espírito do homem honesto.

A honestidade gera dignidade e respeito, um homem honesto desenvolve a sabedoria da verdade, vai percebendo o que há de certo e errado na vida, porém, escolhe os caminhos que estejam de acordo com a honestidade, a bondade, a verdade e a dignidade.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O ANSEIO DE RIQUEZAS


“O anseio de riquezas, na maioria das vezes, tem por princípio a necessidade ou os prazeres; mas os homens de espírito superior só procuram o dinheiro para adquirir crédito e aumentar seu valor. M. Crassus dizia recentemente que o cidadão que desejasse ser o primeiro no Estado não seria suficientemente rico se não pudesse, com suas rendas, sustentar todo um exército.” (Cícero)

Muitos homens buscam o acumulo de riquezas com o intuito de tentar satisfazer suas necessidades ou prazeres, porém, elas e eles nunca chegam a um fim, eles sempre querem mais.

Algo que satisfaz a muitos e até a um exército não consegue satisfazer a uma única pessoa, pois, esta tem sentimentos egoístas, quer as coisas apenas para si, mas não consegue se saciar a sua sede de consumir, de desejar, de ter e de poder.

Esse anseio materialista de aquisição de riquezas empurra o homem à beira de um abismo ao invés de ajudá-lo a subir a escada do desfrute e da satisfação, essa não é alimentada de matéria e sim de espírito.

domingo, 28 de outubro de 2012

TODO DIA É DIA DE CANTAR


“Todo dia é dia de cantar.” (Zezé Freitas)

Quem canta anima o sua alma, fica de bem com a vida.

Cantando sem tem alegria e felicidade, cantar espanta a tristeza.

A música é cultura, arte e alegria, contagia, enaltece, anima e energiza.

Cantando se louva a Deus, é também uma forma de estar em contato direto com ele, pois, por meio do canto pode se cantar seus santos nomes.

Não existe dia e nem hora para cantar e ser feliz, cada canto é uma alegria e um momento a mais de ter felicidade.

sábado, 27 de outubro de 2012

TENTE MOVER O MUNDO, MAS NÃO SE ESQUEÇA DE MOVER A SI MESMO


“Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo.” (Platão)

Só Deus pode mover o mundo, mas o homem pode contribuir para sua melhora.

É necessário que o homem esteja cheio de bondade, amor, humildade, fé, esperança, calma, paciência e persistência para contribuir com o mundo.

O homem que está de bem consigo mesmo também estará com o próximo, pois, antes disso, ele está em comunhão com Deus.

É necessário ter fé, crescer espiritualmente, ter humildade e agir socialmente, assim o homem contribuirá com bondade, alegria, cheio de sentimentos fraternos, buscando o bem do próximo e o bem-estar social.

É um serviço bondoso e para o bem, realizado de forma gratuita, com alegria, amor e felicidade, pois, o homem está servindo a Deus e agindo no mundo, ele não está realizando o serviço sozinho, está amparado e ajudado por Deus.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

APRENDER A VIVER BEM E SABER MORRER BEM


“Aprende a viver e saberás morrer bem.” (Confúcio)

Quem sabe viver bem também saberá estar bem quando o momento de abandonar o mundo material chegar, nesta hora o corpo morre e o espírito abandona o corpo e retorna para o mundo espiritual.

O homem que vive em conexão com Deus sabe viver, sabe que está nesse mundo de passagem e não se apega as coisas materiais, ao invés disso, ele sabe conviver com elas e praticar o desapego.

O homem que vai aprendendo a morrer bem sempre está em busca dos caminhos do Senhor, viverá na bondade, meditará na Palavra de Deus e será um devoto.

O homem que vive bem busca sempre se libertar das paixões, ignorâncias e apegos, ao invés de se enraizar no mundo material ele vive cortando esses laços que podem aprisioná-lo e fazer com que ele tenha atitudes e pensamentos errôneos.

O homem que busca morrer bem sabe que servirá ao Senhor quando abandonar seu corpo e o mundo material, que viverá amando a Deus e sendo seu servo, ele estará cada vez mais feliz ao saber que é chegada a hora de partir.

O homem crescerá espiritualmente e viverá bem quando seguir os ensinamentos e realizar a vontade de Deus é necessário ser humilde e consciente, reconhecer sua posição de servo de Deus, abrir os olhos para a verdade e não viver as fantasias e ilusões do mundo material que não querem o deixar retornar para junto do Senhor.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O PESSIMISTA


“O pessimista é uma pessoa que, podendo escolher entre dois males, prefere ambos.” (Oscar Wilde)

O pessimista ao invés de procurar as opções e os caminhos da bondade, prefere o mal.

O pessimista de alimenta do mal e opta pela maldade, quanto mais será melhor para ele.

Ele é consciente da existência da bondade, mas escolhê-la não é de seu interesse e nem lhe faz feliz, ele vive alegre com as tristezas e desesperos dos pessimismos dele e dos outros.

O pessimista se diverte com o sofrimento e o desespero dos outros, ele acha que nunca poderá sofrer o que eles sofrem, se acha feliz quando está se destruindo interiormente e causando o mal aos outros.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A LEITURA DE UM BOM LIVRO


“A leitura de um bom livro é um diálogo incessante, o livro fala e a alma responde.” (André Mourois)

A leitura é uma viagem em um mundo de ideias, conhecimento, emoções e sentimentos.

Ao interagir com a leitura, a alma desperta os sentimentos interiores no ser.

Quanto mais nós lemos, mais também aprendemos e aprimoramos o nosso conhecimento.

Cada leitura é um diálogo, uma vivência com as ideias e os personagens, exemplos são conhecidos e lições são aprendidas.

Todas essas emoções e sentimentos são vividos durante a leitura de um bom livro.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O SÁBIO E A IGNORÂNCIA


“Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.” (Sócrates)

O sábio sabe discernir a paixão, a bondade e a ignorância.

O sábio sabe que deve viver no modo da bondade e limitar seus sentimentos de paixões e ignorâncias, que deve ir substituindo eles pela bondade.

O sábio ao saber que poderá estar recaindo em paixões e ignorâncias, irá tentar controlar estes sentimentos e atitudes, evitará que se chegue aos limites do seu controle e correr o riscor de perder ele.

O sábio mediante a fé e a conexão com Deus buscará sempre agir no modo da bondade, pois, se ele está conectado com Deus, ele agirá sempre da melhor maneira.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O LAMENTO DAS COISAS


Triste, a escutar , pancada por pancada,

A sucessividade dos segundos,

Ouço, em sons subterrâneos, do Orbe oriundos,

O choro da Energia abandonada!


É a dor da força desaproveitada

- O cantochão dos dínamos profundos,

Que, podendo mover milhões de mundos,

Jazem ainda na estática do Nada!

 

É o soluço da forma ainda imprecisa...

Da transcendência que se não realiza...

Da luz que não chegou a ser lampejo...

 

E é em suma, o subconsciente ai formidando

Da Natureza que parou, chorando,

No rudimentarismo do Desejo!” (Augusto dos Anjos)

Os pesares se unem aos lamentos quando o homem desiste de seguir em frente.

Quando o homem se deixa abater, todos os pesos do mundo são acorrentados a ele.

De tão pesado o homem acaba ficando estático e deixa de progredir, ficando parados e com a possibilidade de regredirem quando possuem grandes possibilidades de erguer a cabeça e aprenderem com essa situação pela qual estão passando.

Uma luz que poderia ser brilhante e irradiante sequer chega a ser acesa, pois o desânimo a impede.

As lágrimas caem, as lamentações aumentam e o homem fica cada vez mais pesado e carregado de desejos desencorajados.

sábado, 20 de outubro de 2012

FELIZ AQUELE QUE TRANSFERE O QUE SABE E APRENDE O QUE ENSINA


“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.” (Cora Coralina)

Transferir conhecimento não é uma perda, é um ganho.

Quem ensina está capacitando o próximo que passará a saber algo a mais e também poderá fazer algo melhor.

Quando ensinamos também aprendemos e isso é uma grande felicidade.

Sempre que existir o ensino também existirá o aprendizado, o crescimento em conjunto.

O conhecimento é algo bom e o que é bom deve ser ensinado, se esse conhecimento ficar preso ele deixará de produzir bons frutos.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

TENTAR E FALHAR


“Tentar e falhar é, pelo menos, aprender. Não chegar a tentar é sofrer a inestimável perda do que poderia ter sido.” (Geraldo Eustáquio)

Quem tenta e falha aprende com os erros e evita falhar novamente.

Quem sequer chega a tentar sofre as dores e os temores da morte de véspera.

Quem não tenta não provará o sabor de uma vitória e nem aprenderá com os erros cometidos.

Quem não tenta sofre a inestimável perda do que poderia ter sido.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

NEM TUDO O QUE DÁ CERTO É CERTO


“Nem tudo o que dá certo é certo.” (David Capistrano)

As aparências enganam, nem sempre as coisas que dão certo possuem a essência do correto.

Existem muitas coisas erradas e que são fantasiadas do que parecer certo, mas na verdade são coisas erradas e ilegais.

O errado dá certo até o momento em que é descoberto, depois disso são necessários muitos arranjos e mais coisas incorretas para tentar dar certo.

O que dá certo tanto pode ser certo quanto incorreto, bem como possuir as duas características, pois poderá ser algo misto de certo e errado para tentar encobrir o que não é certo e dá certo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O HOMEM SÁBIO E AS COISAS


“O homem sábio é aquele que não se entristece com as coisas que não tem, mas rejubila com as coisas que têm.” (Epicteto)

O homem sábio agradece a Deus todos os dias por sua vida e pelas coisas que possui, ele não sente inveja do que os outros homens têm.

O homem sábio valoriza o que possui e não se entristece pelo que não tem, pois, mesmo tendo uma vida simples ele é feliz.

O homem sábio é humilde e divide o que tem com o próximo, ele não é egoísta, ele ajuda sempre os outros homens dentro de suas possibilidades e para ele não fará falta.

O homem sábio é desapegado das coisas materiais, pois, ele sabe que elas são passageiras e o que importa é o crescimento espiritual e a conexão com Deus.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A PESSOA E OS VALORES PATRIMONIAIS


“A pessoa prevalece sobre qualquer valor patrimonial.” (Pietro Perlingieri)

A vida está acima de todos os valores patrimoniais, dinheiro algum pode comprar a vida de alguém de modo que torne a pessoa sua posse ou escrava.

Quem recebe dinheiro para tirar a vida de alguém não sabe o grave erro que está cometendo, além de ser um crime, é uma grande injustiça, pois, essas pessoas também não gostariam que alguém recebesse qualquer valor patrimonial para tirar sua vida.

Todas as pessoas possuem o direito de viver, Deus deu a vida a elas e não cabe aos homens tirar a vida das pessoas, pois, elas não lhes pertencem.

É uma grande vergonha a existência da escravidão, pois, ela perdura até os dias de hoje, principalmente em fazendas, obras e residências, onde as pessoas são obrigadas a trabalhar, de lá não podem sair, não recebem pelo seu labor e também não vivem em condições humanas de trabalho e sobrevivência. Tudo isso ocorre porque existem pessoas que preferem acumular riquezas a custa dos outros, se acham senhores do mundo e com o poder de dominar o próximo, tirando a dignidade das pessoas e as tratando como coisas e objetos ao invés de as tratarem como seres humanos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

PARABÉNS AOS PROFESSORES


Desde o nosso nascimento e até o fim de nossa vida temos professores, os primeiros são os nossos pais e familiares que nos ensinam antes mesmos de irmos à escola e continuam nos ensinando de forma permanente ao longo de nossas vidas.

Durante a nossa formação escolar temos inúmeros professores, que nos ensinam durante um período inesquecível a qualquer pessoa, a infância e que dura por muitos anos. Eles são pacientes e responsáveis por nossa iniciação na escola, nossos comportamentos e convivência com os colegas.

Após esses, vem os que vão nos ensinar os passos para escolhermos nossas decisões como profissionais, nos preparam para o mercado de trabalho, são mais exigentes, mas ao mesmo tempo nos ensinam a ter responsabilidades, pois nossa infância já passou e agora é hora de amadurecer e estudar.

Passamos pelo vestibular e vamos passar pela formação profissional, onde nos espelhamos em professores exemplares, não só como educadores, mas também como grandes profissionais e pessoas humanas, que nos mostram que a vida não é somente o trabalho, mas devemos enxergar o mundo em que vivemos, devemos estar de olhos abertos para todos que estão ao nosso redor.

Eles nos preparam para as dificuldades que enfrentaremos na vida profissional, além de nos ensinarem a teoria e a prática do mercado de trabalho que entraremos para atuar com amor e dedicação e não apenas por obrigação e pensamentos de acúmulo de riquezas, pois, ao trabalharmos seremos recompensados.

Ao sairmos da academia temos inúmeros professores, mas também temos aqueles que vivem nos ensinando em paralelo, nossos amigos, esses nos ensinam a vida inteira.

Nenhum dos nossos professores pode ser esquecido, pois eles foram contribuindo para tudo que somos hoje, não sabíamos de nada e com eles fomos aprendendo durante a vida e com eles continuamos a apreender. Eles se tornam nossos amigos e é sempre uma felicidade encontrar ou conversar com algum deles.

Parabéns a todos os professores.

domingo, 14 de outubro de 2012

APRENDENDO COM O INIMIGO


“Os sábios aprendem muitas coisas de seus inimigos.” (Aristófanes)

Os sábios aprendem com seus inimigos, pois, ao invés de desejar o mau a eles, eles desejam o bem e aprendem algo de bom que eles conhecem ou tenham como característica ou qualidade.

Os sábios conseguem descobrir os pontos fortes e fracos dos inimigos, mas eles não querem vê-los destruídos e sim com seus poderes anulados perante eles, eles se defendem sem o uso da violência, conseguem ser vitoriosos com a paz.

Os sábios ensinam aos inimigos que o bem sempre vence a o mau não compensa.

sábado, 13 de outubro de 2012

O CACHORRO QUE TROCOU SUA PRESA PELO REFLEXO


“Se os que buscam ilusões forem chamados de loucos, os dementes então são milhões, e os insensatos, muito poucos.

Esopo exemplifica essa falta de nexo com a fábula do cão que trazia nos dentes uma presa, um bom bocado de carne. Debruçando-se sobre um barranco, ele viu, refletida na água, a imagem da própria presa, que ele acreditou ser outra ainda maior do que aquela que ele levava.

Iludido pela imagem, larga a presa e atira-se nas águas correntes em busca da “outra”. Como o rio estava muito agitado, ele quase se afoga e, só com muito esforço e sofrimento, alcança a margem. Obviamente, sem a presa e sem o reflexo dela.

Quantos, como o cachorro, arriscam-se por uma ilusão!” (Jean de La Fontaine)

Muitos são atraídos pela ilusão e ao invés de caírem em um mar de rosas caem em um abismo, uma grande decepção diante da expectativa da felicidade.

O cachorro já tinha a presa em seus dentes, suficiente para saciar sua fome, mas queria muito mais que o necessário e acabou ficando sem nada, além de quase ter perdido a vida ao tentar abocanhar o reflexo de sua própria presa.

Sequer pode comer a presa que já possuía, pois ao sair do rio apenas chegou a margem e não retornou ao barranco de onde caiu e deixou lá seu pedaço de carne.

Muitos homens também crescem os olhos diante das situações e ao invés de ficarem com o que já possuem e é suficiente, acabam ficando sem nada.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O LOBO E O CACHORRO


"Um lobo, que era magro de dar dó, pois boa vida não lhe davam os cães de guarda, certo dia encontra um desses animais, tão gordo e tão forte que era de fazer inveja.

O cão, que estava perdido, pois se distanciou dos donos enquanto eles passeavam, em vez de atacar o lobo, deu-lhe um pedaço da carne que trazia.

O lobo come com prazer, mas, temendo que o cão atacasse, como os outros cachorros que tentavam se aproveitar de sua fraqueza, dirigiu-lhe a palavra humildemente e fez um elogio, dizendo-lhe que admirava sua robustez e que gostaria de ficar como ele.

O cão explicou-lhe: - Se quer ser bonito e gordo como eu, deixe o bosque e me acompanhe. Seus semelhantes sãomiseráveis, pobres diabos sem opção, cuja única condição é morrer de fome. Venha comigo e você terá um destino melhor.

O lobo perguntou: -O que será necessário fazer?

E o cachorro respondeu: -Quase nada. É mesmo pouca coisa: basta afugentar os que portam cacetes, ou vêm mendigar; defender a todos os da casa, e ao dono com agrados receber. Em troca da caça que você conseguir, as pessoas lhe darão moradia, carnes – quem sabe, até lombo, restos de ossos de peru, perdiz, frango e pombos... Isso sem falar de muitas carícias. Venha comigo. Você irá sentir prazer em ter um senhor.

O lobo, já antevendo tamanha felicidade. Chora de emoção e decide acompanhar o cão de guarda. Percorrendo o caminho que o levaria à fartura e os bons tratos, ele vê algo que lhe pareceu suspeito no pescoço do cachorro e pergunta:

-Que é isso em seu pescoço, amigo?

-Nada...

-Mas como nada? E essa pelada?

-Essa é a marca da coleira que põem em meu pescoço quando fico preso.

-Coleira? Preso? –indaga o lobo algo surpreso. –não se pode sair quando se queira?

-Nem sempre, e importa?

-Claro! Isso tem muita importância. Eu nunca trocaria por qualquer iguaria a liberdade. De todas as suas refeições eu não quero nenhuma. O preço que eu teria que pagar por elas é muito alto.

Dizendo isso, o senhor lobo desaparece por entre o verde do bosque e vai caçar.” (Jean de La Fontaine)

 Muitas pessoas pensam que somente podem se satisfazer quando se tem as coisas do outro, coisas materiais que não levam a nada.

Cada um tem algo, devemos cuidar do que é nosso e não querer o que é do outro, a inveja não traz felicidade e nem satisfação.

Muitos são levados pelas aparências, o que aparenta ser belo e perfeito, na verdade não o é, pois o que para uns pode ser sinônimo de felicidade, para outros pode não ser.

Muitos perdem a liberdade por querer o que é do próximo, também por tirar e tentar tirar o que é deles, pois, se não pertence a ele, ele não pode ir lá e retirar indevidamente, sorrateiramente ou agressivamente.

 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O CORVO E A RAPOSA


“No alto de uma árvore, um corvo segurava no bico um pedaço de carne.

Uma raposa, atraída pelo cheiro, aproxima-se e lhe dirige a palavra:

-Ei! Bom dia, senhor corvo! Como o senhor está lindo! Como é bela a sua plumagem! Se o seu canto for tão bonito quanto ela, sinceramente, o senhor é a fênix dos convidados destas florestas.

E para mostrar sua “melodiosa” voz, ele abre o grande bico e deixa cair a presa.

A raposa se apodera da carne e diz ao corvo:

-Meu bom senhor, aprenda que todo adulador vive à custa de quem o escuta.

Esta lição vale, sem dúvida, pela carne que agora comerei.

O corvo, envergonhado e aborrecido, jurou, embora um pouco tarde, que nunca mais se deixaria levar por elogios.” (Jean de La Fontaine)

A raposa com seus elogios fez o corvo abrir o bico de felicidade e deixar que o pedaço de carne caísse na boca da raposa que se deliciou em comê-lo.

A raposa ainda ensinou ao corvo que ele era uma pessoa muito bondosa, mas que se deixou levar pelos elogios da adulação e acabou perdendo seu alimento para raposa, que não estava faminta, mas devido à atração pelo cheiro da carne foi ludibriar o corvo.

Todo adulador tem interesses no que pertence aos elogiados, tentam obter vantagens e utilizam suas astucias para conseguir retirar o que é deles.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A RAPOSA E AS UVAS


“Contam que certa raposa astuta, quase morta de fome, sem eira nem beira, andando à caça de manhã, passou por uma parreira carregada de cachos de uva bem maduros, todos pendentes na grade que oferecia suporte à videira.

Mas eles estavam altos demais e a raposa não podia alcançá-los. De bom grado ela os trituraria, mas sem lhes poder tocar disse:

-Estão verdes... já vi que são azedas e duras. Só os cães podem pegá-las.

E foi embora a raposa, deixando para trás os cachos de uva, madurinhos e doces, prontos para quem por ali passasse e pudesse alcançá-los.” (Jean de La Fontaine)

A raposa astuta e esperta, necessitando de alimento, sequer tentou alcançar o cacho de uvas maduro que estava diante dela.

Para justificar sua falta de perspectiva, ela criou a fantasia de que as uvas eram verdes, azedas e duras, uma verdadeira contrariedade à realidade existencial.

As raposas astutas preferem as facilidades, são querem se esforçar em momento algum, apenas querem obter vantagens e deixam de saborear as delícias da vida.

Elas negam a verdade e vivem da mentira, buscam ludibriar o próximo, estão sempre preparadas para golpear a próxima vítima.

A frustração e o sentimento de derrota da raposa fazem com que ela jogue a culpa nos outros, ela não usa sua consciência, quer viver inconsciente para não responder por seus atos.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A CORRIDA DA FELICIDADE


“Todos correm atrás da felicidade, mas a felicidade está correndo atrás de todos.” (Bertolt Brecht)

Muitos buscam a felicidade nas coisas materiais, fúteis e passageiras, elas não os deixam felizes e eles continuam a correr atrás da felicidade.

A felicidade está em Deus e ele quer ver as pessoas felizes, quer fazer todos felizes, enquanto uns buscam a falsa felicidade, a verdadeira felicidade está em busca deles.

Quem está feliz graças a Deus, está feliz eternamente, vive uma vida em comunhão com ele e atravessa os momentos de tristeza com alegria.

domingo, 7 de outubro de 2012

OS COELHOS


“Discurso ao senhor duque de La Rochefoucauld

Observando as ações dos homens, cada dia mais me convenço de que elas se assemelham às dos animais. E para comprovar minha teoria, exemplifico com uma história que aconteceu comigo.

Tendo saído para uma caçada, de tocaia no galho de uma árvore, vi um coelho distanciado dos outros. Atirei nele e matei-o. O estampido fez com que todos os coelhos que estavam por perto fugissem rapidamente e procurassem segurança em cavidades subterrâneas.

Mas, dali a pouco, os coelhos voltaram à superfície e continuaram suas vidinhas alegres e corriqueiras, esquecidos do perigo que há pouco os assustara.

Não age assim também a espécie humana? Ameaçados por uma tempestade, os homens procuram proteção num “porto seguro”, colocando em segurança a sua vida. No entanto, passado o perigo, eles se expõem novamente a outros temporais, quem sabe até mais violentos.

E para reforçar minha argumentação, cito ainda outro exemplo:

Quando os cães passam por territórios estranhos aos que lhe são costumeiros, provocam a ira dos animais locais que, a latidos e dentadas, espantam os supostos invasores por pressentirem neles uma ameaça aos seus domínios.

Os homens se assemelham aos cães quando atacam o que é novo por medo de serem por ele substituídos. Segundo a lógica dos seres humanos de vida trivial, quanto menos inovação, melhor.

Assim acontece também com os escritores. Dizem os mais antigos: “Abaixo o novo autor”. Que haja ao redor do bolo o mínimo de sócios. Essa é a regra do jogo e dos negócios.

Tolos são os homens! Não vêem eles que, passado o primeiro impacto, as coisas se acomodam? O novo ganha seu espaço muitas vezes sem invadir o espaço alheio. E dali a algum tempo, findo o sabor da novidade, tudo se ajeita. Até que apareça outra inovação e a história se repita.

E vós, a quem este discurso de dirige; vós, em que a modéstia à grandeza se alia; que vosso nome receba aqui uma homenagem do tempo e dos censores pelo justificado e merecido louvor.” (Jean de La Fontaine)

Os homens vivem expostos aos perigos, alguns podem ser previstos e existe a prevenção contra eles, outros são inesperados.

Alguns perigos são evitáveis, mas devido a acomodação humana eles podem ocorrer e causar sérios prejuízos devido a sua gravidade.

Os caçadores estão sempre em busca de suas presas, as observam de perto e de longo, se fazem como pessoas comuns para poder passar despercebidas por suas prováveis vítimas. Quando os caçadores quando não conseguem alcançar suas presas, às vezes tentam pegar a presa que estiver ao seu alcance apenas para alimentar ainda mais seu instinto caçador, mortal e destruidor, pois, mesmo assim não estarão satisfeitos, apenas alimentarão ainda mais seu instinto.

Os homens buscam se defender dos males, utilizam as mais diversas técnicas e maneiras, podem evitar que pessoas más os atinjam, mas eles sempre estarão ao seu redor, planejando e buscando uma forma de atacá-los.

Os homens ao se defenderem devem ter cuidado, pois existe um limite para sua defesa, o excesso deve ser evitado, pois, ele pode colaborar para extensão das gravidades decorrentes das ações e reações e que gerarão inúmeras consequências.

O novo nem sempre é aceito, embora possa ser bom ou não, muitas vezes é criticado e dispensado antes mesmo de ser conhecido. Devido à existência do novo, muitas desconfianças podem ocorrer, bem como ameaças para afastá-lo ou o impedir, assim como existe o medo de conhecê-lo, também existe o medo de perder seu lugar á ele ou até de conviver com ele, mesmo que ele não queira tomar nada de você.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O INTERESSE


“O interesse fala toda espécie de língua e faz toda espécie de papel, mesmo o do desinteressado.” (François IV duque de La Rochefoucauld)

O interesse faz um grande jogo, é estratégico, cria modos de realizar seus desejos não importa o que seja necessário para garantir a vitória no jogo.

O interesse engole as pessoas, as envolve num clima sedutor onde as falsas promessas surgem e as pessoas se sentem atraídas pelas vantagens materiais que poderão conseguir ao fazerem a vontade dos sedutores.

Existem pessoas com inúmeros interesses, elas são incansáveis e vivem correndo atrás deles, pois, nunca estão satisfeitas, as maneiras mais fáceis de satisfazer tais desejos não as animam, não tem sabor e nem sentimentos, sendo assim elas vão em busca de mais e mais e nunca se sentem realizadas.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SER O QUE SE É


“É necessário apreciarmos o que somos. Quando sentimos inveja, supervalorizamos a figura do outro e subestimamos tudo que temos e conquistamos. É preciso ser o que se é. Nem colocarmos as criaturas num pedestal, nem nos rebaixarmos à condição de capachos.” (Hammed)

Nós somos grandes criaturas, temos qualidades, nascemos com uma identidade única na forma humana, nascemos e somos.

É preciso ser o que somos ao invés de querer ser o outro, podemos até ter qualidades e comportamentos iguais, mas cada ser é um ser e cada ser nasce para ser, cada um será e cabe a cada um seguir a natureza da sua alma, que nasce pura e bondosa.

A inveja reduz o ser, tão grandiosa creatura divina pode viver sem inveja, basta ser o que se é, não é preciso querer ser o outro para ser uma pessoa maravilhosa, cada pessoa que habita esse mundo é especial e veio viver sua vida, possui uma missão na terra a ser cumprida.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A TEIA DA ADULAÇÃO

“Indivíduos imaturos gostam das pessoas não por aquilo que elas são, mas por aquilo que elas os fazem sentir. A adulação é uma porta escancarada para o favoritismo, mas aquilo estreita para aqueles dotados de autoconfiança. A vaidade é a ostentação dos que procuram lisonjas, ou a ilusão dos que querem ter êxito diante do mundo, e não dentro de si mesmos.” (Hammed)

Os aduladores fazem elogios buscando obter vantagens, tirar proveito dos adulados.

Os adulados também geram sentimentos nos aduladores, que ficam atraídos por eles e começam a os perseguirem e quererem ficar na companhia deles.

Um mundo de ilusões é criado, seja envolvendo os aduladores ou os adulados que podem ficar fascinados com os elogios e companhias e depois se encontrarem sozinhos e desprestigiados após a fuga dos aduladores após conseguirem seus objetivos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A ENFERMIDADE DO IGNORANTE


“A enfermidade do ignorante é ignorar sua própria ignorância.” (Amos Bronson Alcott)

O ignorante que não reconhece seu modo de vida na ignorância vive na ilusão.

O ignorante vive na cegueira de suas atitudes, e ainda pode se achar correto, mas, ao invés disso ele está sendo um grande ignorante.

A enfermidade do ignorante é ignorar sua própria ignorância, não querer mudar seu modo de vida e prejudicar a outros devido as suas atitudes e comportamentos.

Para curar essa enfermidade, o ignorante precisa passar a viver no modo da bondade, dessa maneira a ignorância vai se reduzindo, bem como seu modo de agir e pensar.