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quinta-feira, 24 de julho de 2014

APRISIONADO AO MUNDO MATERIAL



 (Omar Khayyám – Omar Iben Ibrahim El-Khaiami)

Até quando
ficarás preso
às coisas dos sentidos, –
cores e fragrâncias?

Até quando,
dissoluto,
persistirás
nessa correria louca
atrás da volúpia,
sempre enredado
em enganos e sofismas?

Morrerás, certamente.

E, ainda que fosses
a sagrada nascente de Zamzém
ou o mágico Elixir da Longa Vida,
acabarias afundando-te,
para a eternidade,
nas entranhas da terra.” (Omar Khayyám – Omar Iben Ibrahim El-Khaiami)

Enquanto houver apego, o homem viverá do gozo dos sentidos e aprisionado ao mundo material.

Quanto mais ele se apega à matéria, mais ele fica se enganando e vivendo de ilusões que dominam sua mente e escravizam seu corpo.

Se no mundo ele quer continuar a viver, ele continuará a viver e a nascer em ciclos, porém, devido a seu apego à matéria ser cada vez maior, seus sofrimentos irão sempre aumentar.

Com esse contínuo estilo de vida, o homem ficará cada vez mais apegado e iludido que na vida anterior, cada vez mais aprisionado ao mundo material.

terça-feira, 22 de julho de 2014

ZEUS, PROMETEU, ATENA E MOMO



(Esopo)


Zeus criara um touro; Prometeu, um homem; e Atena, uma casa; e eles tomaram Momo como árbitro. Invejoso de seus trabalhos, começou dizendo que Zeus fora leviano por não ter posto os olhos do touro sobre os chifres para que ele visse onde atacava; Prometeu, por não ter colocado o coração dos homens do lado de fora para impedir que o vício se escondesse e cada um deixasse claro o que tinha em seu espírito e concluiu dizendo que Atena devia ter feito a casa com rodas, o que teria facilitado a mudança no caso de vir a ter um vizinho desagradável. Zeus, indignado com tanta inveja, indignado com tanta inveja, expulsou Momo do Olimpo.” (Esopo)

Cada deus trabalhou com perfeição, mas mesmo assim recebeu críticas do invejoso julgador, que não levou em consideração a arte e o desempenho de cada um, mas, sua vontade de desdenhar do trabalho de cada deus competidor.

Um trabalho que seria supostamente perfeito, foi criticado quando inserido no meio, ou seja, não foi avaliado o trabalho de criação e sim a prática, um julgamento com fundamentos diversos dos pretendidos pela análise de um árbitro.

A inveja de Momo logo foi percebida por Zeus, que ficou indignado e o expulsou do Olimpo.

sábado, 19 de julho de 2014

VIVENDO FELIZ NO TEMPO PRESENTE



(Omar Khayyám – Omar Iben Ibrahim El-Khaiami)



“– O dia que passou?
Esquece-o!
– O dia que ainda não veio?
Não o temas!

 
Amigo!
Não tortures o coração
na expectativa do dia que não chega.
não queiras viver.
o que ainda não aconteceu...
E não procures lamentar
o dia que já se foi.

 
Sossega,
e não corrompas a vida
com temores e quimeras.


Entre as dobras do passado
e o limiar do povir,
nesse emaranhado de crenças,
em meio aos enganos do mundo
e os terrores do Além,
mantém-te liberto,
e sê feliz!” (Omar Khayyám – Omar Iben Ibrahim El-Khaiami)

Se o homem fica preso ao passado e temendo o seu futuro, ele viverá um presente de infelicidades e preocupações.

Se o passado foi de erros, o presente pode ser vivido sem cometer os mesmos erros e tentando de algum modo reparar o que já foi feito, desse modo, e vivendo assim, o presente terá felicidades e o futuro não será de temos, mas sim de esperanças.

Não fique se torturando com ansiedades pelo amanhã, tudo somente ocorre no momento certo, nada acontece no nosso tempo e sim no tempo de Deus, por isso, é necessário ter paciência, tranquilidade calma e esperar que tudo ocorra no momento certo.

Se o homem fica na expectativa do amanhã, ele deixa de viver o hoje, assim, ele não vive feliz nem hoje e nem amanhã, pois, o amanhã nem sempre vem no dia posterior, mas no verdadeiro dia do amanhã.

Não fique lamentando o dia que se foi, pois, se o homem assim começa, ele continua dia após dia, as lamentações não acabam, já que, a cada novo dia, elas aumentam e ao invés de lamentar um único dia, o homem lamentará todos os seguidos dias que se foram.

Aproveite cada dia, seja uma pessoa melhor viva conectado com Deus, escute sua voz e converse com ele, veja suas manifestações, perceba as realizações que ele faz em sua vida, vivendo assim, seu presente será feliz.

sábado, 12 de julho de 2014

DIÓGENES EM VIAGEM



(Esopo)

Diógenes, o cínico, durate uma viagem, parou diante de um rio que transbordava, sem saber o que fazer. Vendo seu embaraço, um homem habituado a dar a travessia do vau aproximou-se, levantou-o nos ombros, e gentilmente o levou até a outra marge. E Diógenes ficou lá maldizendo sua pobreza que o impedia de retribuir a gentileza ao seu benfeitor. Ainda pensava nisso, quando o homem, avistando outro viajante que não podia atravessar, correu até ele e o fez atravessar. Então, Diógenes aproximou-se dele e disse: “Eu é que não mais te agradeço pela tua ajuda, pois vejo que não é por discernimento que assim ages, mas por compulsão”.” (Esopo)

O bondoso homem queria ajudar a todos os necessitados, não se importava se os outros o agradeceriam, pois, ele praticava um bem.

Diógenes queria pagar pelo favor, mas, dinheiro algum é capaz de corresponder ao bom e ao bem, valores universais e incompráveis.

O bondoso homem atravessava e ajudava as pessoas por amor, não queria ver as pessoas com o desejo de atravessar e não poder e com medo de fazer a travessia..

Diógenes tinha uma visão materialista, não acreditava em bondade, para ele, tudo tinha um valor material, e assim, aos seus olhos, a bondade do homem se tornou compulsão.

Sua cegueira se tornou ainda maior ao reclamar da bondade do homem e dizer que ele não mais agradeceria pela ajuda recebida, pois, queria que o homem somente fosse seu servo.

Há pessoas que querem dominar e mandar no mundo, seus olhos estão completamente fechados e elas não conseguem compreender a vida e sequer o sentido da vida.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

AS FANTASIAS DO MUNDO MATERIAL



(Omar Khayyám – Omar Iben Ibrahim El-Khaiami)

Se o coração devassasse os mistérios
e conhecesse a origem da vida,
tal qual é, na realidade,

ele decifraria também,
após a morte,
o enigma dos deuses.

Homem,
das existências no Universo
tu nada sabes,
embora ainda estejas animados
pela força da tua alma.

Que poderás tu saber
amanhã,
quando morreres,
e a tua alma morrer contigo?

Amanhã,
quando acabares,
e tudo acabar,
para sempre,
para sempre? (Omar Khayyám – Omar Iben Ibrahim El-Khaiami)

O coração que vive de fantasias não desvenda os mistérios e nem conhece a origem da vida, ele vive uma realidade fora da realidade.

O coração que desvenda os mistérios e conhece a origem da vida, vive em busca da realidade, vive no mundo material cheio de fantasias, mas sabe distinguir espírito e matéria, após a morte, ele decifrará o enigma dos deuses.

Decifrar o enigma dos deuses é desvendar os mistérios do mundo espiritual, isso só se consegue após a morte, a saída do mundo material e a vivência no mundo espiritual, descobrindo a verdadeira realidade e a verdade.

O homem que vive iludido pelas fantasias do mundo material, nada sabe sobre as existências do universo, pensa que as fantasias são verdade, mas não passam de ilusões e devaneios materiais que afastam ele da verdade.

Este homem viverá preso ao mundo material, ao ciclo de nascimentos e mortes, ficará sofrendo até que seu espírito evolua e ele passe a viver uma realidade dentro das fantasias do mundo material, não estando iludido e nem vivendo enganado.

Quando a alma deste homem alcançar o mundo espiritual, ele não mais sofrerá, viverá uma vida de serviço, amor e devoção ao Senhor Supremo, assim será a eternidade que durará para sempre.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A MULHER E A GALINHA

 
Uma viúva tinha uma galinha que botava um ovo por dia. Ela pensou que, se desse à galinha mais cevada, ela botaria dois ovos por dia, e aumentou sua ração. Mas a galinha ficou gorda e já não podia botar nem mesmo aquele único ovo por dia.” (Esopo)

Mesmo com a galinha botando um único ovo por dia, a viúva tinha o suficiente para si, nada estava faltando, mas sua ganancia era maior.

Ao tentar explorar a galinha, ela a encheu de ração com o intuito de obter mais ovos, ao invés disso, ela prejudicou a saúde da galinha ao ponto dela não conseguir sequer por aquele único ovo diariamente.

A ganância não agrega valor ao homem, ao invés disso, ela subtrai e destrói aos poucos o próprio ganancioso.

Enquanto o ganancioso pensa que está saciando sua sede, ela só tende a aumentar cada vez mais, chegando ao ponto dele perder seu controle e deixar que a ilusão domine a sua vida, o afastando cada vez mais da realidade.

sábado, 5 de julho de 2014

A DESCOBERTA DA VIDA NO MUNDO MATERIAL



(Omar Khayyám – Omar Iben Ibrahim El-Khaiami)


Se me tivessem consultado
sobre minha vinda
até estas paragens,
eu teria dito: – Não!

A própria existência,
se dependesse da minha vontade
tê-la ou não a ter,
eu opinaria
pela negativa.

Lastimei-me!
Quanto me queixei
por haver caído
neste cárcere asfixiante!

Lamentei haver nascido,
crescido
e vivido nele!
Lamentações e mais lamentações!” (Omar Khayyám – Omar Iben Ibrahim El-Khaiami)

Após a nossa chegada ao mundo espiritual, lá deveremos permanecer, mas, se de algum modo tivermos algum desejo material, iremos nascer novamente no mundo material.

Por isso, quando o homem têm a compreensão, o discernimento e a consciência de mundo material e mundo espiritual, ele quer voltar a sua morada e não mais nascer no mundo material.

Aqui estamos para aprender a servir a Deus, a amá-lo acima de tudo, a vivermos em amor e devoção, com consciência e libertos do apego e dos desejos materiais. Pois, quando estamos apegados ao mundo material, aqui continuamos a existir.

O mundo material é comparado a um cárcere asfixiante, mas o Senhor nos deu o fôlego da vida, a nossa alma está conectada a ele e mesmo diante da asfixia, conseguimos viver com a força vital que ele nos dá.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

OS FILHOS DESUNIDOS DO LAVRADOR


(Esopo)

Os filhos de um lavrador não conseguiam se entender. Apesar de muito tentar com palavras, ele não conseguia persuadi-los a mudarem. Resolveu então chegar a seu propósito por meio de atitudes, e pediu-lhes que trouxessem um feixe de varas. Então deu-lhes as varas reunidas em um feixe e ordenou que as quebrassem. Os filhos redobraram os esforços, mas não conseguiram. Em seguida, tendo desatados os feixes, deu-lhes as varas uma a uma. Como eles as quebrassem facilmente, disse: “Viram meus filhos? Se ficarem unidos, serão invencíveis aos inimigos, mas, se estiverem desunidos serão presa fácil”.” (Esopo)

O sábio lavrador, mostrou a seus filhos o valor e a força da união, demonstrou também a vulnerabilidade e a fragilidade da desunião.

Ensinou uma lição de vida aos filhos com uma simples e eficaz atitude, depois de tantas tentativas com palavras frustradas, o lavrador conseguiu novamente unir os filhos.

O lavrador mostrou que amava seus filhos, queria os proteger dos inimigos e fazer com que eles permanecessem sempre unidos.