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quarta-feira, 29 de junho de 2011

UM POR TODOS E UM CONTRA TODOS

"O problema fundamental da sociedade política é formulado como um problema de cooptação de partes elementares - a partir do átomo social que é o indivíduo - e de composição de forças - a partir da força social elementar que é o egoísmo individual." (Eric Weil)

Os homens elegem seus representantes, que defenderão seus interesses políticos, mas uma só pessoa fala por muitos, ou pelo menos, deveria falar, mas nem sempre cumpre com seus deveres e obrigações.

Muitos deles, antes populistas, tornam-se individualistas quando chegam ao poder, suas necessidades passam a ser o primeiro patamar a ser alcançado, depois vêm os interesses coletivos. Esse é um sentimento individual e egoísta, que transformam o ser humano, se achando importante e relativizando as outras pessoas como se fossem meros objetos que lhe auxiliaram a chegar ao poder.

Depois a situação agrava-se, além de se satisfazer pessoalmente, ele quer mais, e para obter ele precisa ferir os demais interesses, então tenta legitimar suas condutas, sua forma de exercer a política e escapar ileso no final das contas. Um pensamento político social transforma-se em satisfação pessoal, isso gera grandes problemas sociais, fere os movimentos políticos e suprime a vontade das massas populares.

E vai formando-se uma tirania, um poder que alimenta sua solidão, pensamentos profundos e enaltecedores, mas ao mesmo tempo apagadores das memórias sociais.