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sábado, 18 de junho de 2011

A CONSCIÊNCIA MORAL

"O conhecimento de nossa própria consciência moral é ainda, sem dúvida, imperfeito e, provavelmente, continuará a desenvolver-se e a tornar-se mais requintado à medida que a humanidade existe." (Jacques Maritain)

A consciência moral do homem é mutável com o tempo, há maneira que a sociedade evolui, os preceitos morais também se alteram, sendo imperfeitos e flexíveis, são capazes de sumirem ou serem superados.

A consciência moral é formada por um senso comum, um conjunto de pensamentos e de acordos com os costumes do povo.

A moral é livre, não é obrigatória, e o indivíduo a aceita os não, caso a descumpra não será punido por uma lei, mas será reprovado pelo senso comum da sociedade. Se hoje algo é preceito moral amanhã pode não ser, costumes usuais vão sendo deixados de lado e os novos vão sendo abraçados.

Os valores morais podem ser divergentes nas sociedades, eles são humanos, com perspectivas diferentes, se algo é moral para mim, pode ser imoral para o outro. Dessa maneira, regras vão sendo criadas, vão sendo obedecidas por uns e desobedecidas por outros. O valor moral efetiva-se com a aceitação humana, que passa a aplicar em sua vida tal valor.

É uma questão de consciência individual, pode até se tornar uma lei com sua reiterada prática e aceitação na sociedade, passando a ser uma norma jurídica legítima a ser cumprida, sob a pena de sofrer uma punição pelo descumprimento, mesmo assim, se a sociedade deixa de aceitar a norma, ela perde sua eficácia, podendo cair em desuso, uma letra morta da lei ou ser revogada deixando de existir.

Enquanto existir a humanidade, os valores morais serão criados, desenvolvidos, extintos, renovados, eles viverão em plena mutação, uma imperfeição constante que passa por períodos de estabilidade e instabilidade, aceitações e reprovações, conservadorismo e modernidade.