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quinta-feira, 7 de julho de 2011

A MORTE DA CULTURA E O DESENVOLVIMENTO

"As sociedades indígenas sabem conviver com a natureza e dela tiram seu sustento sem danificar significativamente o ecossistema. Mas são essas mesmas sociedades que têm suas culturas arrasadas pelo etnocídio e seus componentes chacinados pela sanha genocida da cultura branca, que se considera "civilizada". A aculturação no Brasil, infelizmente,  é sinônimo de desfiguração e morte." (Roberto Armando Ramos de Aguiar)

Esse é o início da história da colonização brasileira, uma cultura que aqui já existia e até hoje vem sendo aculturada. As etnias e as culturas mais complexas dos primeiros habitantes do Brasil vão sendo esquecidas, seu conjunto de saberes vai sendo reduzido, já que hoje temos muitos índios aculturados e desenraizados de sua cultura natural.

E assim foi crescendo a produção econômica brasileira, para abastecê-la, utilizou-se o sangue de muitos, além de uma grande devastação ambiental, de forma irracional e desequilibrada, trazendo consequencias visíveis até os dias de hoje.

Com o etnocídio, a história brasileira também vai sendo morta, onde estão as etnias originárias? Antes maioria e hoje minoria, antes iguais e hoje diferentes. Quando o capitalismo entra em cena começa a matança da espécie humana, da fauna e da flora brasileira.

E por falar em fauna e flora, muitas das espécies forma extintas ou extremamente erradicadas, tanta beleza que ao invés de preservada fora exterminada, maravilhas tratadas  como se fossem males, todas foram desfiguradas e hoje não existem mais, seus restos estão espalhados pelo mundo.

O capitalismo investe muito mais na morte e no consumo, do que na vida e na preservação. Uma civilização descivilizadora, mais posses e mais desprezos, a regra é consumir e lucrar.