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segunda-feira, 18 de julho de 2011

CONHECENDO O HOMEM

"Nos non possumus omnia quae sunt in anima nostra uno verbo exprimere, et ideo oportet quod sin plura verba imperfecta, per quae divisim exprimamus omnia quae sint in scientia nostra sunt"
"Nós não podemos expressar em uma única palavra tudo o que há em nossa alma e devemos valer-nos de muitas palavras imperfeitas e, por isso, exprimimos fragmentária e setorialmente tudo o que conhecemos" (Tomás de Aquino)

Não podemos conhecer o homem por uma única palavra exprimida por ele, pois sua alma é quem contém toda a sua essência, e uma palavra nem sempre será uma verdade real. Pois, as palavras podem ser utilizadas para uma conquista, uma saída rápida de uma situação, a mascarar uma verdade, ou seja, demonstrar que ele é o que não é, mas quer espelhar ser naquela determinada situação, para isso ele utiliza palavras imperfeitas à sua alma e satisfaz os que estão ao seu redor.

Para conhecer um homem devemos conhecer a sua vida, suas atitudes e o seu modo de ser, não devemos ficar atidos somente às suas palavras, temos de conhecer a sua alma e a essência do seu ser. Essa é uma boa análise que deveria ser feita no meio jurídico, aplicando-se ao Direito Penal, para saber da vida e do comportamento da pessoa, dessa maneira teríamos uma resposta complementar e saberíamos se ele cometeu um crime porque já tinha essa índole, se foi decorrente da situação instantânea que o obrigou a desempenhar tal ato, ou por influência de terceiros. Com isso, muitos inocentes seriam salvos das grades de uma prisão com outras pessoas que cometeram barbaridades, e seriam colocados com pessoas que tiveram atitudes iguais ou semelhantes as suas, quando não fossem absolvidos pela falta de intenção de cometer tal ato.

Nem todos os homens têm a coragem de se olhar no espelho e observar a sua face, começar a refletir sobre sua vida. Homens guiados por Deus conhecem o horizonte dos seus olhos, já os que vivem no vazio preferem desconhecer o seu modo de vida.