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sexta-feira, 22 de julho de 2011

O QUE LEVA ALGUÉM A COMETER UM CRIME?

"Portanto, quando indagamos a causa de um crime, não descansamos até averiguar qual o apetite dos bens chamados ínfimos, ou que temor de perdê-los foi capaz de provocá-lo. sem dúvida são belos e atraentes, embora, comparados com os bens superiores e beatíficos, sejam abjetos e desprezíveis." (Santo Agostinho)

O que leva uma pessoa a cometer um crime? Quais as sensações que ela sente? Será por necessidade? Distúrbio psicológico? Falta de consciência?
A necessidade pode ser a única saída para evitar um perigo real a própria pessoa, que geraria uma absolvição. A necessidade poderia ser a satisfação, em casos de furto famélico, onde as pequenas coisas furtadas não iriam empobrecer a vítima, sendo assim, deveria nem se iniciar o encarceramento de quem furtou o objeto.
Os distúrbios ficariam para os incapazes, ou seja, loucos e menores que não teriam a noção do ato cometido. 
A falta de consciência vem do risco assumido (culpa) ou a própria vontade de cometer o crime (dolo). Esses com certeza sentem algo quando estão cometendo o fato, ficam emocionados e cheios de prazer, pois estão seguros de que vão conseguir realizar seu objetivo.  Também pode existir o medo, em casos de amadores e iniciantes nessa nova vida, pois a falta de experiência gera a intranquilidade e a falta de segurança.
Os bens jurídicos são protegidos, quando valorados são punidos, quando são bens de pequeno valor, esses são excluídos de punição, ou pelo menos deveriam ser. Às vezes um furto famélico leva uma pessoa à prisão, quando deveria ser deixado devido o respeito ao princípio da bagatela. Mas, infelizmente encontramos pessoas insensíveis a esses casos que preferem aplicar a lei a qualquer custo.
Se uma pessoa já tem tendência ao crime e encontra uma vítima que o atraia, ele pode desenvolver essa vontade de praticar tal ato, porém, a vítima também pode desestimulá-lo. Por exemplo, quando ele sente prazer com a dor e a vítima não resiste as suas atitudes, ela pode escapar dele sem precisar sofrer. Não só o fator biológico de uma pessoa poderá influenciá-la, mas também o meio em que viveu, seja na própria casa ou na sociedade.