quinta-feira, 3 de novembro de 2011

IGNORÂNCIA, PAIXÃO E BONDADE

“Inércia, indolência e falta de atitude são as influências obscuras do modo da ignorância. Induzindo a pessoa à lamentação, apatia e depressão, a ignorância torna propensa a enganar e criticar os outros, a se intoxicar e consumir alimentos obtidos de forma violenta. Ondas incessantes de desejos caracterizam o modo da paixão, levando aquele que está sob sua influência a esforços exagerados e ansiedades ilimitadas. Na paixão, a pessoa nunca experimenta equilíbrio e sempre oscila entre extremos. Amor e ódio, amigo e inimigo, euforia e frustração. Ela ora saboreia os frutos doces de suas ações, ora sofre suas reações amargas e indesejáveis. Sob a regência do modo da bondade, a pessoa se liberta das reações pecaminosas, refina seus sentidos, se atrai cada vez mais por conhecimento e se torna limpa interna e externamente. Essas condições são propícias à realização espiritual, mas, por outro lado, podem aprisionar a pessoa a uma falsa sensação de felicidade, fazendo com que se esqueça de que a meta da vida é a libertação do cativeiro material.” (Chandramukha Swami)

A ignorância escraviza o homem com seus pensamentos violentos, que tanto o prejudicam quanto ferem o próximo, homens vitoriosos que esmagam o próximo são ignorantes, na verdade não são vencedores, mas são grandes ignorantes.

As paixões desequilibram o homem, ele passa a agir por instinto, não encontra limites, vive em constante mutação e instabilidade. Um homem que vive de paixões sempre estará descontrolado e não consegue medir seus pensamentos e atitudes, vive uma dualidade que lhe traz grandes frustrações.

O homem que vive de bondade busca aprimorar sua alma, está sempre se afastando do mal e a procura de uma felicidade que nem sempre é real, pois pode ser uma verdadeira ilusão, o extremo de uma bondade, ao invés de ser uma bondade pode ter como consequência uma maldade.

O homem pode viver cada momento desses em sua vida, pode passar de um para o outro e também retornar a um modo vivido. Ao longo da vida o homem se transforma, mas a única maneira dele ser livre do mundo material é conhecer a essência divina, sem Deus o homem não consegue viver em paz e harmonia, sempre lhe faltará algo.

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