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terça-feira, 5 de março de 2013

O HÓSPEDE E O HABITANTE




Friedrich Adolf Trendelenburg


“Para que o pensamento seja consequente, importa possuir um sistema tanto quanto é necessário ter uma casa. Mas eu acho que uma casa habitável e adequada ao meu espírito deve ser construída por mim mesmo; e quero que ela seja como que móvel, feito uma tenda, e, pelo menos, passível de ser facilmente aperfeiçoada. Na altura em que me encontro, não posso passar de um hóspede.” (Friedrich Adolf Trendelenburg)
 
Um pensamento precisa de um alicerce, de uma base sólida, para que ele cresça, que se concretize, mas que não fique engessado, ele precisa ser flexível.

Um sistema tem uma estrutura definida, uma lógica, um planejamento, permite que ele sofra mutações sem perder sua estabilidade e sua centralidade.

Um local habitável é estruturado, possui definições e regras, existe um domínio, as pessoas que ali habitam se sentem acolhidas e seguras.

Um local de hospedagem é passageiro, transitório, quem ali se hospeda, sabe que ali não ficará, mas por ali também poderá passar novamente, esse local não oferece tantas garantias e seguranças quanto a nossa casa, o nosso lar.

Uma habitação móvel não fica parada no tempo e nem cai no esquecimento, ela é dinâmica, leve como uma tenda e sempre pronta para ser habitada passe o tempo que passar. Podendo ser cada vez mais aperfeiçoada, sempre será aconchegante e acolhedora.

O mundo está cheio de hóspedes e habitantes dos pensamentos.