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domingo, 17 de fevereiro de 2013

A COMUNICAÇÃO DOS HOMENS COM AS MÁQUINAS E DAS MÁQUINAS ENTRE SI


 
Milton Vargas
 
 
 


“Quando, durante a Segunda Guerra Mundial, desenvolveram-se, de um lado, o radar para reconhecer a distância a presença de aviões ou submarinos inimigos ou de obstáculos aos caminhos de tais veículos; e, do outro lado, os foguetes teleguiados, capazes de atingirem seus alvos por meio de instrumentos que os guiavam; encontrava-se ainda longe de perceber que se estava inaugurando um novo campo da ação humana que era o da comunicação dos homens com as máquinas e das máquinas entre si. Continuava entretanto essa ação, sob a intencionalidade e a operatividade de homens que comandavam as máquinas, de acordo com finalidades por eles próprios desejadas. De nenhuma forma tratava-se de uma comunicação espontânea das máquinas entre si para propósitos próprios. Contudo, desde logo, isso suscitou a imaginação de uma possibilidade de uma “libertação” das máquinas, vindo essas a tomarem a iniciativa de agirem independentemente dos homens, subjugando-os aos seus próprios desígnios.” (Milton Vargas)

Os homens desenvolveram máquinas com uma tecnologia avançada capaz de realizar atividades que o próprio homem não conseguiria fazer.

Uma criação subordinada e capaz de realizar alguns dos seus desejos, mas, outros homens também criaram outras máquinas, antes existia a comunicação homem-máquina, em tempos de guerra foi necessário existir a comunicação máquina-máquina, uma estratégia humana de derrotar e se prevenir de outras máquinas.

Estava em jogo o ataque e a defesa, a prevenção e a destruição, a vitória e a derrota. Os homens não guerreavam mais entre si, agora eles possuíam um exército de máquinas aliadas e subordinadas a eles.

A comunicação entre as máquinas tem a finalidade de satisfazer os desejos humanos de seus criadores e dos homens que as operam, ao invés da vontade da máquina, o que existe é a vontade humana, as máquinas são objetos subordinados a eles.

Surgiram rumores de que as máquinas pudessem dominar o mundo, se libertarem dos homens e os tornarem escravos delas, pura ficção científica, pois, sempre por traz dos atos das máquinas existem vontades e desejos humanos.

As máquinas causaram muitas destruições nas guerras e ainda hoje causam, mas elas sempre estão a serviço dos homens que ordenaram que elas destruíssem homens e máquinas, a natureza e os animais, ou até mesmo o que encontrassem a sua frente.

Mas as máquinas não vieram apenas para destruir e dominar, elas vieram para auxiliar o homem, esse é o lado bom da comunicação dos homens com as máquinas e das máquinas entre si.