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segunda-feira, 30 de maio de 2011

O HOMEM É CAPAZ DE DESTRUIR

"Onde estou? Este sítio desconheço:
Quem fez tão diferente aquele prado?
Tudo outra natureza tem tomado,
E em contemplá-lo, tímido esmoreço.

Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço
De estar a ela um dia reclinado;
Ali em vale um monte está mudado:
Quanto pode dos anos o progresso!

Árvores aqui vi tão florescentes,
Que faziam perpétua a primavera:
Nem troncos vejo agora decadentes.

Eu me engano: a região esta não era;
Mas que venho a estranhar, se estão presentes
Meus males, com que tudo degenera!" (Cláudio Manuel da Costa)

Quantas belas paisagens deixaram de existir? Fauna e flora extintas, a natureza vai se tornando restos e lixo.

O homem não se cansa de devastar, sua ganância pelo lucro supera a consciência de dar a oportunidade de a natureza ser preservada. Enquanto ele sobrevive sem ser afetado pelas reações que causa no meio ambiente, ele não dá a mínima atenção.

Por não se preocupar com o presente, também não passa por seu pensamento que a vida continua e virão novas gerações, que possuem o direito de ter acesso a um meio ambiente saudável e natural.

Homem sabe que pode destruir, sabe que sua natureza obsessiva e gananciosa é maléfica à natureza, que poderá alterar totalmente um cenário natural, vindo a impedir a continuidade da vida de muitas espécies que ali sempre sobreviveram, mas que agora tem seu espaço invadido e consumido pelo capital.

Caso um dia ele se arrependa do que fez, ele olhará, descobrirá que ali ele agiu, transformou uma existência que vivia em equilíbrio e harmomia. Mas ali ele pode também não mais voltar, e chegando a um local que também teve a bruta intervenção humana, lembrará de suas ações e das consequências das reações que foram desencadeadas após a falta da consciência de preservação ambiental.