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sábado, 12 de julho de 2014

DIÓGENES EM VIAGEM



(Esopo)

Diógenes, o cínico, durate uma viagem, parou diante de um rio que transbordava, sem saber o que fazer. Vendo seu embaraço, um homem habituado a dar a travessia do vau aproximou-se, levantou-o nos ombros, e gentilmente o levou até a outra marge. E Diógenes ficou lá maldizendo sua pobreza que o impedia de retribuir a gentileza ao seu benfeitor. Ainda pensava nisso, quando o homem, avistando outro viajante que não podia atravessar, correu até ele e o fez atravessar. Então, Diógenes aproximou-se dele e disse: “Eu é que não mais te agradeço pela tua ajuda, pois vejo que não é por discernimento que assim ages, mas por compulsão”.” (Esopo)

O bondoso homem queria ajudar a todos os necessitados, não se importava se os outros o agradeceriam, pois, ele praticava um bem.

Diógenes queria pagar pelo favor, mas, dinheiro algum é capaz de corresponder ao bom e ao bem, valores universais e incompráveis.

O bondoso homem atravessava e ajudava as pessoas por amor, não queria ver as pessoas com o desejo de atravessar e não poder e com medo de fazer a travessia..

Diógenes tinha uma visão materialista, não acreditava em bondade, para ele, tudo tinha um valor material, e assim, aos seus olhos, a bondade do homem se tornou compulsão.

Sua cegueira se tornou ainda maior ao reclamar da bondade do homem e dizer que ele não mais agradeceria pela ajuda recebida, pois, queria que o homem somente fosse seu servo.

Há pessoas que querem dominar e mandar no mundo, seus olhos estão completamente fechados e elas não conseguem compreender a vida e sequer o sentido da vida.