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sábado, 28 de junho de 2014

O LAVRADOR E A ÁRVORE



Na propriedade de um lavrador, havia uma árvore que não dava frutos, e servia apenas como refúgio de pardais e de cigarras barulhentas. Como ela fosse estéril, o lavrador resolveu cortá-la. Machado em punho, desferiu o primeiro golpe. As cigarras e os pardais puseram-se a suplicar que não abastecesse o seu abrigo, mas que o poupasse, e assim eles poderiam cantar e alegrar o lavrador. Este porém, sem se preocupar com eles, aplicou um segundo golpe. No terceiro golpe, como fizesse um buraco na árvore, encontrou um enxame de abelhas e o mel. Provou dele e gostou. Atirou então o machado fora e passou a honrar a árvore, como se fosse sagrada, e a tomar conta dela.” (Esopo)

A natureza do homem mandava que ele destruísse a árvore e acabasse com o refúgio de pardais e cigarras.

Enquanto alguns apreciam o canto dos pardais e das cigarras, para aquele homem, o canto era motivo de aborrecimento.

A falta de frutos da árvore a deixava sem valor e serventia, por isso, ele quis acabar com a árvore que servia para pardais e cigarras, mas não servia para ele.

Mesmo diante das súplicas dos pardais e das cigarras, o homem não demonstrou piedade e compaixão, continuou com as machadadas e ia por seu refúgio abaixo.

O cantar dos pardais e das cigarras não tinha valor, apenas os frutos deixavam o homem alegre, pois, na sua concepção, o que não rende frutos a ele, não tem valor algum.

Somente após encontrar o enxame de abelhas e o mel, o homem passou a valorizar a árvore, pois, a partir dali, viu que poderia tirar alguma vantagem da árvore com o mel e as abelhas.

O homem não tinha amor e respeito ao meio ambiente, apenas vivia perseguindo obter vantagens materiais.