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sábado, 10 de dezembro de 2016

A ANALOGIA DAS ONDAS DO RIO QUE DESEMBOCAM NO OCEANO

“Assim como as muitas ondas dos rios desembocam no oceano, do mesmo modo, todos esses grandes guerreiros entram incandescentes em Suas bocas.” (Bhagavad-Gita, Verso 11.28)

“Vejo todas as pessoas disparando precipitadamente em direção as Suas bocas, como mariposas que são destruídas quando se lançam ao fogo ardente.” (Bhagavad-Gita, Verso 11.29) (A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, Bhagavad-Gita Come Ele É)

As ondas do rio possuem força e chegam para perturbar o equilíbrio do oceano, mas, a potência e a imensidão do oceano é tão grande que não se abala, não sendo desequilibrado pelas forças e pela pressão das ondas do rio que se desequilibram e desembocam na imortalidade existencial do oceano.

As almas individuais são mantidas e creadas, são potências mínimas do Supremo, a tendência e a missão de cada uma é retornar à sua origem, por isso, as ondas do rio, que também foram creadas pela energia de Deus, tendem a voltar para Ele, assim, quando elas voltam, são transformadas em gotículas de água, mas não são aniquiladas, pois, permanecem mantidas pela força e pela energia do oceano de forma harmônica.


As ondas do rio se dissolvem ao chegarem ao oceano, as almas individuais não são maiores e mais potentes que o Supremo, sendo assim, ao chegarem ao oceano as ondas que eram fortes enquanto estavam no rio, se tornam pequenas gotas de água na imensidão do oceano. As ondas do rio não deixam de existir, elas ficam no mar da consciência, ou seja, as almas individuais quando atingem a autorrealização estão prontas para a volta ao Supremo a fim de permanecerem no oceano da consciência de Krishna.