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sábado, 9 de agosto de 2014

A LIBERDADE



 (Içami Tiba)
 

A liberdade é relativa, variando conforme as pretensões, porque não existe a liberdade absoluta. Quando se faz uma escolha entre duas situações, a que não foi escolhida ou se perde ou fica em segundo plano. Logo, o exercício da liberdade já envolve uma perda. No cotidiano, a liberdade está em fazer uma escolha bem adequada conforme as consequências pretendidas. A vida propicia tantas oportunidades que, se não houver responsabilidade, qualquer pessoa pode se desorganizar ou se perder.” (Içami Tiba)

Quando olhamos de modo material, a liberdade é sempre relativa, pois, olhamos para nosso corpo seu exterior, sempre existe um foco no eu, por isso, surgem duas situações de escolhas e a liberdade opta por uma e elimina a outra ou a deixa em segundo plano.

Quando olhamos para nossa alma, ela está aprisionada ao nosso corpo enquanto estamos vivos, sem ela, nossos corpos não nasceriam ou não estariam mais vivos. Após a morte do corpo a alma é liberta e nasce novamente no mundo material em outro corpo ou segue para o mundo espiritual e vai habitar em um corpo espiritual.

A liberdade da alma e a morte do corpo não constitui uma perda e nem é uma escolha, mas algo previsível, pois, a alma é eterna e a vida corpórea é passageira, portanto, tudo que nasce também morre, pois, a vida corpórea no mundo material faz parte de um ciclo com início, meio e fim, mas a alma permanece intacta e cheia de conhecimento e consciência divina.

Quando olhamos de modo espiritual, a liberdade também é relativa, pois, as almas estão conectadas ao Deus Supremo, pois, elas existem para serví-lo, seja enquanto estão no mundo material ou quando chegam ao mundo espiritual. As almas são livres, mas, elas não estão acima do Senhor, ele continua sendo o controlador e o instrutor das almas.

Se Deus é o instrutor e nós somos instruídos por ele quando optamos serví-lo e agir com devoção, nossa liberdade é relativa, pois, estamos condicionados a ele. Mas, àqueles que se acham livres e donos de suas escolhas, na verdade não são eles e sim os modos da natureza material agindo e os enganando cada vez mais.

Embora possamos fazer incontáveis escolhas, nossa liberdade continua sendo relativa, pois, possuímos o livre arbítrio mas não a liberdade absoluta. Se optamos por viver com devoção a Deus, estamos contribuindo para liberação da nossa e das demais almas, para que elas tenham um nascimento em uma vida melhor ou cheguem ao mundo espiritual.

Se a nossa vida for sempre de escolhas do nosso eu, iludido por maya e influenciado pelos modos da natureza, estaremos contribuindo para a perda, pois, estaremos prejudicando a nós mesmos e as demais pessoas gerando reações negativas, atividade pecaminosas e cheias de materialismo e ilusão.

Somente Deus possui a liberdade absoluta, pois, ele é tudo, está acima de tudo, é o Creador e o aniquilador, a fonte da verdade absoluta, a plenitude e abaixo dele, tudo está condicionado às suas leis ou às leis da natureza material que também são controladas por ele.