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quinta-feira, 28 de junho de 2012

A SERPENTE E O VAGA-LUME

“CONTA A LENDA que, uma vez, uma serpente começou a perseguir um vaga-lume.
Este fugia, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir.
Fugia um dia e ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:
- Posso lhe fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar...
- Pertenço à cadeia alimentar?
- Não.
- Eu te fiz algum mal?
- Não.
- Então, porque você quer acabar comigo?
- Porque não suporto ver você brilhar...” (Felipe Rinaldo Queiroz de Aquino)

No mundo existem pessoas como os vaga-lumes e também pessoas como as serpentes.

O brilhante vaga-lume deixou de brilhar após desistir de escapar da serpente.

A serpente venceu o vaga-lume pelo cansaço, a inveja apagou o brilho.

A saída nem sempre é desistir, pois, se o vaga-lume seguisse seu caminho ele poderia escapar, pois a serpente também poderia ter sido vencida pelo cansaço.

Mesmo que nada façamos de mal a alguém, pessoas querem nos destruir por serem invejosas e não suportarem ver nossa felicidade.

A vontade de destruir alimenta o ódio e consequentemente a pessoa também acaba se destruindo com toda maldade e perversidade absorvida.

As serpentes e os vaga-lumes podem ser existenciais ou momentâneos, pois, as pessoas tanto podem viver iguais a eles quanto agirem ou pensarem da forma que eles pensam.