quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A ANALOGIA DA TOLERÂNCIA






                                             A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada


“És o Senhor Supremo, que deve ser adorado por todos os seres vivos. Então, eu me prostro para Te oferecer minhas respeitosas reverências e pedir Tua misericórdia. Assim como um pai tolera a insolência de seu filho, ou um amigo tolera a impertinência de seu amigo, ou uma esposa tolera a familiaridade de seu parceiro, por favor, tolera os erros que acaso eu tenha cometido contra Ti.” (Bhagavad-Gita, Verso 11.44)

"Significado: Os devotos de Krsna cultivam vários tipos de relacionamento com Krsna; alguém pode tratar Krsna como um filho ou pode tratar Krsna como um marido, e há o devoto que O estima como amigo ou como seu senhor. Krsna e Arjuna relacionam-se em amizade. Assim como o pai tolera, ou o marido ou o amo toleram, do mesmo modo, Krsna tolera." (A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, Bhagavad-Gita Como Ele É)

Ó Senhor, reconheço toda a sua glória, por isso, a ti me rendo, peço que tenha misericórdia de mim, assim falou Arjuna, diante da ilusão que encobria seus olhos diante do Senhor Krishna e pede a ele misericórdia e tolerância por antes não ter percebido quem Ele era e não tê-lo tratado como Senhor Supremo, sendo assim, cometeu inúmeros erros ao achar que Ele era um humano e não o Senhor.

Encoberto pelos olhos de Maya, estava Arjuna influenciado pelos modos da natureza material e não conseguia ver o dever de prestar o verdadeiro serviço devocional puro, então, quando ele se entrega ao Senhor, ele passa a ver a verdade e a necessidade da obediência, e o Senhor Krishna, de forma bondosa, misericordiosa e tolerante, aceita as desculpas de seu amigo e agora discípulo Arjuna.

domingo, 18 de dezembro de 2016

UM BOM PONTO DE VISTA





                                                                   Boris Cyrulnik


“Penso que, no plano das ideias, temos de escolher. Ou se decide ser especialista, uma situação bastante confortável intelectualmente, pois, para isso, basta acumular um número cada vez maior de informações sobre um tema cada vez mais preciso: como diz o dogma, terminamos sabendo tudo sobre nada. Ou se decide ser generalista, quer dizer, meter o bedelho, um pouco de cada vez, na física, na química, na biologia, na medicina legal: acaba-se, então, não sendo especialista em nada, mas tem-se o melhor ponto de vista sobre o indivíduo que se encontra diante de nós e que denominamos homem. São duas atitudes, duas políticas de saber totalmente diferentes...” (Boris Cyrulnik) 

Um bom ponto de vista é o ideal para se aprender e começar a conhecer algo, para isso, faz se necessário agregar outros saberes e conhecimentos, pois, assim, podemos ter uma visão mais ampla do objeto ou do fato a ser estudado.

Com as reflexões e os olhares críticos, vai se construindo uma análise, vai se obtendo cada vez mais conhecimento, as ideias vão clareando a escuridão, as dúvidas e os mistérios que antes existiam e agora passam a ser desvendados.


Quanto mais se conhece, mais se existe a capacidade e a segurança de análise, mesmo diante de uma incerteza, surgem-se as hipóteses que fundamentam o ponto de vista e a compreensão, todos esses valores de observação e conhecimento promovem o estudo e o resultado de um ideal para um bom ponto de vista.

sábado, 10 de dezembro de 2016

A ANALOGIA DAS ONDAS DO RIO QUE DESEMBOCAM NO OCEANO






                                               A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada


“Assim como as muitas ondas dos rios desembocam no oceano, do mesmo modo, todos esses grandes guerreiros entram incandescentes em Suas bocas.” (Bhagavad-Gita, Verso 11.28)

“Vejo todas as pessoas disparando precipitadamente em direção as Suas bocas, como mariposas que são destruídas quando se lançam ao fogo ardente.” (Bhagavad-Gita, Verso 11.29) (A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, Bhagavad-Gita Como Ele É)

As ondas do rio possuem força e chegam para perturbar o equilíbrio do oceano, mas, a potência e a imensidão do oceano é tão grande que não se abala, não sendo desequilibrado pelas forças e pela pressão das ondas do rio que se desequilibram e desembocam na imortalidade existencial do oceano.

As almas individuais são mantidas e creadas, são potências mínimas do Supremo, a tendência e a missão de cada uma é retornar à sua origem, por isso, as ondas do rio, que também foram creadas pela energia de Deus, tendem a voltar para Ele, assim, quando elas voltam, são transformadas em gotículas de água, mas não são aniquiladas, pois, permanecem mantidas pela força e pela energia do oceano de forma harmônica.


As ondas do rio se dissolvem ao chegarem ao oceano, as almas individuais não são maiores e mais potentes que o Supremo, sendo assim, ao chegarem ao oceano as ondas que eram fortes enquanto estavam no rio, se tornam pequenas gotas de água na imensidão do oceano. As ondas do rio não deixam de existir, elas ficam no mar da consciência, ou seja, as almas individuais quando atingem a autorrealização estão prontas para a volta ao Supremo a fim de permanecerem no oceano da consciência de Krishna.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O NATAL

O Natal existe para comemorar o nascimento de Jesus, essa é a verdadeira comemoração do período natalino, um período de amor, paz, amizade, humildade, sabedoria, luz e esperança.

O Natal é tempo de perdão e reconciliação, de muitos momentos repletos de alegria e harmonia iluminados pelo amor.

É tempo de renovação, de repensar a nossa vida e os nossos valores, de abandonar os nossos apegos que alimentam o falso-ego, e de aceitar viver a vida com fé, humildade e esperança.

O carinho do período natalino é brilhante e eterno, por isso, todo ano ele se repete, renovamos os momentos de um período feliz e de ações com mansidão e bondade.

Desejo a todos os melhores votos de paz, saúde e boas festas.


“Feliz Natal” e um próspero “Ano Novo”!!!!!!!!

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A MUDANÇA DE TRAJES



(Fernando Pessoa – Fernando António Nogueira Pessoa)

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.” (Fernando Pessoa – Fernando António Nogueira Pessoa)

Os trajes vão se adaptando aos nossos corpos, vão demonstrando nossas características e hábitos, e quando não abandonamos ou mudamos eles, os mesmos envelhecem e se mantêm condicionando nossos corpos às suas formas adquiridas ao longo do tempo.

Muitos caminhos existem, alguns conhecidos e outros desconhecidos, uns fáceis e outros difíceis, uns curtos e outros longos, porém, muitos deles levam aos mesmos lugares que retardam nossa vida ou a deixam de modo estático, já outros, levam a lugares conhecidos ou desconhecidos que melhoram a nossa vida e engrandecem a nossa alma.

Ao longo do tempo vamos adquirindo conhecimentos, eles nos mostram a verdade, mas, temos o livre arbítrio de aceitarmos a verdade ou continuarmos vivendo no erro e na ilusão, é necessário fazer uma travessia e mudar nossos paradigmas para podermos alcançar nossos objetivos que vivem ocultos em nossas almas e são expressados quando temos vontade.

É necessário ter coragem para realizar a travessia, pois, existem muitos obstáculos e desestímulos durante o caminho, momentos de medo e aflição que tentam nos desestruturar, nos abalar e fazer com que desistamos de conhecer a Verdade Absoluta e chegar a outra margem onde teremos uma vida melhor, por isso, é necessário ter fé, pois, o Senhor está conosco.

Se ficarmos no velho modo de vida, não alcançamos a auto-realização, não transcendemos do mundo material, ficamos a mercê da ilusão de maya e vivendo de acordo com os modos da natureza material, pois, eles vivem influenciando nossas vidas, ficam no controle enquanto ficamos enganados achando que estamos a reinar.

Quando abandonamos os velhos trajes e passamos a cobrirmos de acordo com nossas almas, vivemos com mais razão, retidão, bondade, piedade e compaixão, passamos a respeitar ainda mais o próximo, a compreender a dignidade da vida, a viver com paz e amor, sem matar e violar direitos individuais e coletivos, passamos a proteger e a defender a vida e o meio ambiente que pertence a todos nós.

Com a quebra dos velhos paradigmas, iniciamos um novo modo de vida, olhamos o mundo com menos diferenças e promovemos a paz, o amor, a igualdade, o respeito, aumentamos nossa capacidade de discernir, vivemos de forma cada vez mais consciente e descobrimos que os direitos que estão nos costumes e ordenamentos jurídicos, há muito tempo já existiam nas Sagradas Escrituras, apenas foram renomeados, regulados e colocados em prática.

O que já estava ao nosso alcance passa a ser visto, pois, sempre existiu e nossa cegueira espiritual não nos deixava observar, sentir, saborear e praticar o que sempre desejávamos, mas não conseguíamos encontrar, pois, faltava conhecimento, coragem e fé, escolhíamos os caminhos errados que nos desviavam para o mesmo lugar e evitavam nosso progresso.

Temos o livre arbítrio de continuar e viver na emoção, no desejo, na ilusão de um reinado, de querer que o mundo seja e esteja de acordo com nossos conceitos e vontades, ou, mudarmos para uma vida melhor, de paz e amor, de respeito, de fé e seguindo os caminhos do Senhor, descobrindo toda a verdade que ele quer nos revelar para entender cada vez mais a diferença entre a verdade e a ilusão da vida no mundo material e dos trajes que vamos acrescentando a nossa vida e aos nossos corpos.