sábado, 20 de julho de 2013

O HOMEM É UMA PASSAGEM


Friedrich Wilhelm Nietzsche

O Homem é uma corda que se constitui como o nó (geknuepft) entre o Animal e o Super-Homem: - uma corda sobre o ab-ismo (Ab-Grund). Um perigoso Para-além, um perigoso Em-caminho, um perigoso Retrocesso, um perigoso calafrio e Ficar-Parado. O que é grande no homem é isto, que ele é uma ponte e não um fim; o que pode ser amado no homem é isto, que ele é uma Passagem (Uebergang) e um Ocaso (Untergang). … Eu amo aquele, cuja alma é profunda, também no ferimento, e que pode sucumbir numa pequena vivência: assim ele vai de bom grado sobre a ponte.” (Friedrich Wilhelm Nietzsche)

O nó pode ficar no meio da corda, passar para a vida animal ou para uma vida e super-homem.

A corda está sob o abismo, ela pode se quebrar e o homem ficar na vida animal ou na vida de super-homem, isso depende de onde quebrar.

Porém, se a corda se partir e suas bases forem frágeis, o homem nem será animal e nem um super-homem, ao invés disso, irá diretamente ao abismo.

Se o homem ficar na vida animal, ele irá retroceder, se ele for um super-homem é perigoso, pois, ele pode se tornar egoísta e/ou materialista. Se cair no abismo é um fim.

Se a corda quebrar o homem estará em risco, se ela ficar parada também é perigoso, pois, ao invés de crescer ele irá ficar inerte, retroceder ou cair.

Mas ainda existe a opção da ponte, quando o homem reconhece sua vida passageira, aceita a vontade de Deus e passa a viver de forma obediente, com amor e devoção a Deus.

Ao invés de uma simples e frágil corda com um nó, o homem passa a ser uma ponte entre o mundo material e o mundo espiritual, em total conexão com Deus.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

CALCE OS MEUS SAPATOS E PERCORRA O CAMINHO QUE EU PERCORRI



Clarice Lispector – Helen Palmer

Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter, calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e minhas alegrias. Percorra os anos que que percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar.” (Clarice Lispector – Helen Palmer)

Muitas pessoas julgam os outros pelas aparências ou por apenas um único fato.

Um julgamento errôneo e superficial, incapaz de conhecer as pessoas e os motivos que levaram-na a agir ou pensar daquele modo.

Ninguém conhece uma pessoa em um só dia, todos julgamento possui valores e o próprio julgador possui valores que consciente ou inconscientemente irão agir no momento do julgamento.

É muito fácil julgar sem conhecer o caminho percorrido por quem está sendo julgado, sem viver os mentos que ele viveu, sem ter levado as mesmas quedas que ele levou, sem ter procurado encontrar as mesmas forças que ele encontrou para se levantar depois das quedas e recaídas que ele teve.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

BUSCANDO O INFINITO



Johann Wolfgang von Goethe


Se queres chegar ao infinito, ande somente para os lados do finito.” (Johann Wolfgang von Goethe)

Ao infinito todos querem chegar, mas nem todos sabem andar pela sua estrada.

Quem busca o infinito pelos caminhos infinitos, anda desnorteado e sem rumo, quer chegar mas não sabe nem por onde começar.

Quem busca i infinito andando pelos lados do finito, aprende, passa a conhecer as partes e os caminhos que deverá seguir, existe um norte e um rumo indicando que é possível chegar ao infinito.

Do infinito é que surgem todos os finitos, e assim, seguindo os passos do finito, os caminhos para o infinito são descobertos. Com passos possíveis, adquirindo experiência e sabedoria, respeitando as normas da caminhada e obedecendo a vontade do Creador, ele vai mostrando a maneira de como subir degrau por degrau da escada do infinito.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A ALEGRIA DOS PEIXES



Chuang-Tzu - Wade-Giles - Zhuangzi - Pinyin - Chuang Tsu - Chuang Tse - Zhuang Tzu
 
Zhuang Tze - Zhuang Tse - Zhuang Tsu - Chouang-Dsi


Chuang-Tzu e Hui-Tzu

Atravessavem o rio Hao

Pelo açude.

Disse Chuang:

“Veja como os peixes

Pulam e correm tão livremente:

Isto é a sua felicidade”.

Responde Hui:

Desde que você não é um peixe

Como sabe

O que torna os peixes felizes?”

Chuang respondeu:

“Desde que você não é eu,

Como é possível que saiba

Que eu não sei

O que torna os peixes felizes?”

Hui argumentou:

Se eu, não sendo você,

Não posso saber o que você sabe,

Daí se conclui que você,

Não sendo peixe,

Não pode saber o que eles sabem”.

Disse Chuang:

“Um momento:

Vamos retornar

À pergunta primitiva.

O que você me perguntou foi

'Como você sabe

O que torna os peixes felizes?'

Dos termos da pergunta

Você sabe evidentemente que eu sei

O que torna os peixes felizes.

Conheço as alegrias dos peixes

No rio

Através de minha própria alegria, à medida

Que vou caminhando à beira do mesmo Rio”.” (Chuang-Tzu)

A liberdade proporciona a felicidade, essa felicidade não pertence a uma única pessoa, mas a um conjunto, pois, sozinho não se pode ser feliz.

Quando os outros estão felizes, nós também ficamos felizes, unidos, ajudando uns aos outros, com bondades e alegrias.

Conhecendo ou não as pessoas, podemos perceber suas alegrias, felicidades, seu estado de paz espiritual, sua bondade.

Quem está nos caminhos do Senhor, recebe paz, amor, alegrias e felicidades, de forma tão intensa, que é possível perceber o estado dos outros seres.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O SER E UM SER



Karl Theodor Jaspers


Se pretendo conceber o ser como ser, fracasso inexoravelmente, caio no vazio. Só posso concebê-lo num modo determinado. Aí o ser se anuncia. Aí o busco, sem jamais alcançá-lo. Se quero saber o que é o ser: tanto mais claramente se mostra o extravio do ser para mim quanto mais inexoravelmente prossigo perguntando e quanto menos me deixo enganar por qualquer imagem construtiva do ser. Nunca tenho o ser senão que sempre tenho um ser.” (Karl Theodor Jaspers)

Buscar a origem do ser no ser, é dá muitas voltas ao redor do mesmo ponto e não chegar a sua verdadeira origem.

O ser não é ser, pois, o ser é divino e ser é humana, um possui essência pura e o outro contaminada pelas influências materiais.

Buscar a origem do ser apenas em conceitos humanos, é entrar na escuridão de um vazio, pois, seu verdadeira origem está no caminho contrário, é uma origem de um Ser Superior.

Para não se persistir em um fracasso, faz-se necessário estudar “ser” de forma específica e determinada, buscando conteúdos humanos e racionais.

O ser é divino, é verdade, é creação de Deus, mas um ser é material, é uma criação humana, não possui verdade por se diferenciar de sua origem.

O ser revela o poder de Deus e um ser revela os anseios humanos.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A PEDRA




São realidades. Estamos em contato com elas, sabemos o que são: damos-lhes nomes. Nosso conhecimento as atinge, porém, a partir de um determinado enfoque: a pedra é material de construção para o pedreiro, é obstáculo para o alpinista, é arte para o escultor, é verso de um poema para o poeta Drummond de Andrade. Tudo isso é a pedra e muito mais que tudo isso: ela pode ser falada de tantos modos quantos forem os ângulos do falante.” (Arcângelo R. Buzzi)

As pedras existem, são sólidas, estamos em contato com ela para construirmos algo ou as enfrentado como obstáculos.

Muitas vezes as pedras estão escondidas, como um tesouro a ser encontrado, utilizamos o conhecimento para descobrir essas pedras do saber.

Existem muitas pedras que são utilizadas com seu valor bruto, já outras, necessitam ser lapidadas para encontrarmos seu grande e secreto valor.

Aplicamos a ciência a técnica na investigação das pedras, observamos seus ângulos exteriores e interiores.

terça-feira, 9 de julho de 2013

SER NÃO É SOMENTE MATÉRIA


 
 
A palavra ser é um termo abstrato que recolhe em si a totalidade das coisas. Abstrato significa elaborado pela experiência no trato das coisas. A palavra ser contém assim uma ciência, uma intuição originária, que possibilita ao homem viver as experiências numa unidade significativa superior.” (Arcângelo R. Buzzi)

A palavra ser não é concreta, ela é abstrata na totalidade das coisas, mas pode se tornar concreta quando se especifica um único ente da totalidade das coisas.

As coisas e as experiências determinam diametralmente a abtração e a concretude da palavra ser, que passa a ter significados de acordo com as relações em que ela fizer parte.

A palavra ser se aplica tanto à matéria quanto ao espírito, e a partir daí, encontramos muitos significados de acordo com as experiências vividas e conhecidas.

Ser não é somente matéria, também é espírito, existe na realidade e na verdade espirituais, e, nas fantasias da materiais.