terça-feira, 22 de novembro de 2011

A METAFÍSICA E A CRÍTICA DA RAZÃO PURA

“A metafísica em verdade, outra coisa não é senão o inventário, uniformemente organizado, de tudo o que possuímos pela razão pura.” (Immanuel Kant)

Se estudarmos a Crítica da Razão Pura, veremos que algumas questões que vinham surgindo devido aos fenômenos que não estavam ao alcance da explicação da razão humana, as respostas não existiam e pareciam inexplicáveis.

Ninguém provava nada em contrário, se não era explicado pelo conhecimento, nem tampouco pela experiência, o bom senso validava. Com o passar do tempo a pureza da metafísica começou a sofrer indagações sobre a sua natureza.

A metafísica é pura? Ela nasceu com conceitos puros, pois, a razão humana não conseguia ter influencia sob ela, a partir do momento que esses conceitos foram sendo entendidos como erros, as inverdades foram desvendando-se, surgiu a argumentação questionando-a. Assim, o reinado da ciência metafísica foi sendo transformado, agora os conceitos são transcendentais, e antes de transformar novos conceitos em puros, eles passam por uma lógica argumentativa.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A METAFÍSICA

“Será que aquilo que está além da natureza é alguma coisa? Eis que por natureza entende-se matéria, e por metafísica, o que não é matéria. Por exemplo, nosso raciocínio, que não é comprido nem largo, nem alto, nem sólido, nem pontiagudo.” (Voltaire)

Ela não fica restrita ao experimentalismo humano, vai muito mais além, trata de percepções e especulações, expressões artísticas e misticismo. É do estudo das especulações do existencialismo absoluto que vai se originar a lógica absoluta, o idealismo é relativo e abstrato originando a lógica relativa e início da linguística enquanto conceitos abstratos, o materialismo são as existências concretas e prováveis que vão estruturar a linguística com a lógica existencial concreta, é o estudo concreto da vida, do mundo real em que vivemos seus fatos e validades na sociedade.

Nosso raciocínio tem um caráter metafísico, e sendo assim, é totalmente ligado à nossa alma, ou seja, aos nossos conceitos e visões do mundo, é abstrato e já nasce junto com o ser humano. Só vamos poder determinar uma possível extensão do nosso raciocínio de acordo com o nosso conhecimento, quanto mais conhecimento tivermos, mais alcance terá o nosso raciocínio e a nossa capacidade de interpretar o mundo.

domingo, 20 de novembro de 2011

AS PALAVRAS

“A palavra é a porta de entrada para o mundo.” (Cecília Meireles)

Com palavras o mundo foi creado, com palavras o mundo é movido, com palavras se constrói e se destrói.

As palavras são poderosas e possuem muitos significados, tudo de pende de como se interpreta ou do contexto onde elas estão.

As palavras tanto podem ser utilizadas para o bem, quanto para o mal, por isso é bom tomar cuidado ao utilizar as palavras, pois, elas não são apenas palavras.


sábado, 19 de novembro de 2011

A ÉTICA COMO UMA CIÊNCIA DA MORAL

“Quando a ética desce de sua generalidade, de sua univer salidade, fala-se de uma moral, por exemplo, uma moral sexual, uma moral comercial. Acho que podemos dizer que a ética dura mais tempo, e que a moral e os costumes predem-se a determinados períodos. Mas uma nasce da outra. É como se a ética fosse algo mais limitado, restrito, circunscrito.” (Herbert de Souza, e Carla Rodrigues)

Existe uma diferença entre moral e ética? A ética é muito mais ampla, geral, universal do que a moral. A ética tem a ver com princípios mais abrangentes, enquanto a moral se refere mais a determinados campos da conduta humana.

Podemos conceituar a ética como uma ciência da moral, ou seja, uma ciência da conduta humana fundamentada pela consciência e pela virtude. A moral precisa ser interpretada pela ética em seu sentido amplo e não apenas como um sentido coloquial restrito ou relativo, como a moralidade ou os princípios religiosos.

Ao relacionarmos o direito, a moral e a ética, podemos definir que o direito é responsável pelo reconhecimento da personalidade de cada homem, mas que apenas pode regular a conduta externa dos homens. Já a moral vai regular os homens internamente e subordina-los a lei do dever. E que a ética, ou seja, a eticidade ou a moralidade social vai designar uma finalidade concreta para a ação moral.

É importante ressalvar que o direito e a ética não podem ser separados, ocorre que eles se complementam, embora o conceito de moral e o de direito para a nossa realidade, apenas estão ligados para alguns aspectos funda­mentais para o direito, podemos considerar a ética como a moral em sentido amplo, ou seja, entendemos a moral em seu sentido estrito, enquanto a ética corresponde a moral em seu sentido amplo. Daí veremos mais uma prova de que o direito não pode viver sem a moral, seja ela em seu sentido stricto ou seja ela em seu sentido amplo.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A CONSCIÊNCIA COMO JUÍZO

A consciência como juízo de valor, precisa ser formada a fim de que o homem queira sempre procurar a verdade e o bem.” (Gilvandro Coelho)

Diferentemente das outras coisas, o homem é capaz, através do raciocínio e da reflexão, de descobrir o que envolve o alcance desta excelência de espírito e de caráter e é capaz de o desejar. Podemos perceber a importância da moral de uma forma que quando suas regras são desrespeitadas, causam uma certa resistência por parte da sociedade, e que de outra forma quando faltam os valores morais em uma sociedade, faltará um sentido de vivência social, ou seja, uma conduta de vida, um estilo de vida, onde os indivíduos devem ter respeito a essas regras ou segui-las da melhor forma possível, quando não a cumprem em totalidade.

A partir do momento em que o homem passa a aceitar a moral como um elemento integrante da sua vida, ele passa a alcançar um patamar maior de intelectualidade e consequentemente passará a viver melhor consigo mesmo e com a sociedade.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

ECONOMIA E MORAL

“Para pôr ordem no caos econômico e fazer com que os homens vivam em paz, é necessário substituir o egoísmo pelo altruísmo, o eu pelo tu. Se a economia é o reinado do eu, o reinado do tu é a moral.” (Francesco Carnelutti)

Por um aspecto mais filosófico, é possível se falar em uma classificação da moral da seguinte maneira: ao sabermos distin­guir o que é certo do que é errado, podemos dizer que alguns interpretam a moralidade como uma questão de normas sociais; já para outros, a morali­dade é interpretada como sendo uma questão de privacidade e consciência.

A presença, pois, da justiça como uma espécie de código de ordem superior, cujo desrespeito ou violação produz resistência e cuja ausência conduz à desorientação e ao sem-sentido das regras de convivência, pode nos levar a admiti-la como um princípio doador de sentido para o universo jurídico.

Os valores inerentes à comunidade moral de princípios facilita a convivência em sociedades multiculturalistas, como as hodiernas, compostas de diversas identidades sociais e cultu­rais, porque, em similitude com o Republicanismo, formam um núcleo social valorativo comum, que apresenta conexão independente da diversidade.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

DIREITO E MORAL

“A ordem moral, por ser espontânea, informal e não coercitiva, distingue-se da ordem jurídica. No entanto, ambas não se distanciam, mas se comple­mentam na orientação do comportamento humano.” (Eduardo C. B. Bittar, e Guilherme Assis de Almeida)

Como podemos separar o direito da moral? Elementarmente podemos falar que são dois fatores reguladores da sociedade, que em determinadas relações, ora convergem para um mesmo pólo, ora divergem, seguindo posições diametralmente opostas. Com isso, podemos afirmar que algumas das leis produzidas pelo direito estão de acordo com as regras morais, mas já outras leis que também foram produzidas pelo direito infringem as regras morais e são totalmente inadmissíveis pela mesma.

Em uma primeira leitura, é constatável que o direito possui uma maneira de obrigar os indivíduos de uma sociedade a obedecê-lo: utiliza a sanção como forma de punição para aqueles que o inobservam. Já a moral não é coercitiva, seus princípios destinam-se a boa convivência da sociedade e uma conduta adequada a ser seguida. Cabe aos homens obedecerem ou desobedecerem a moral, mas dependendo da desobediência desses homens, pode haver uma punição pelo direito, pois algumas regras morais também são leis ou partes de algumas leis do direito.

A sociedade precisa da moral para definir sua boa conduta social e do direito para criar as leis que vão ser adequadas aos princípios morais para manter uma boa conduta social.