segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O DIREITO

“O direito não é uma simples idéia, é uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança que pesa o direito, enquanto na outra segura a espada por meio da qual o defende. A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada a impotência do direito. Uma completa a outra e o verdadeiro estado de direito só pode existir quando a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade com que manipula a balança.” (Rudolf Von Jhering)

O conceito do direito é muito amplo e genérico. Para uma correta definição do que é direito, precisamos reconhecer a pos­sibilidade de vários planos gnoseológicos, isto é, de conhecimento acerca do fenômeno jurídico.

Como podemos definir o que é o direito? Muitas são as especulações a seu respeito. As mais recorrentes indicam uma verdadeira confusão entre "o que é legal" e "o que é justo", assumindo "o que é jurídico" ambas as dimen­sões. Eis um exemplo hipotético sintetizador dessa confusão: "O direito é um conjunto de normas que garantem e regem a nossa convivência na sociedade, através das leis e da justiça nos impondo ordens e nos dando segurança". Ou, em outra formulação possível: "O direito define as condutas humanas e é um meio para resolver os conflitos sóciais e dar legitimidade ao governo".

Antigamente o direito era restrito tradicionalmente às funções das garantias de ordem, paz, organização e legitimidade do poder social. Para regrar e fazer com que as sociedades alcançassem o progresso. Com o passar do tempo, as suas funções foram aumentando e atualmente ele fortalece a coesão de uma comunidade jurídica, elimina os seus conflitos, orienta a conduta social, demonstra as maneiras de se viver, impõe uma atividade de execução do direito, regulando matérias que estão muito distantes de suas premissas iniciais.

O direito complementa o sistema de normas comuns ao criar normas expressivas para programas ideológicos, tendo assim um efeito social. O direito alicerça-se na sociedade e sofre influências econômico-sociais, obtendo um conhecimento social no desen­volvimento sociológico, econômico e tecno­lógico, podendo assim fazer um melhor pla­nejamento social e criar normas com um maior apoio social. O conjunto das normas que compõem o direito segue uma ordem, essa ordem é classificada e conhecida como "o ordenamento jurídico", que será estudado pela "ciência do direito", que tem como seu objeto de estudo o próprio direito.

domingo, 6 de novembro de 2011

O PODER DA MENTE

“Somos os criadores de nossa própria felicidade e do nosso sofrimento, pois todas as coisas têm origem na mente. Sendo assim, precisamos assumir a responsabilidade por tudo aquilo de bom ou ruim que experimentamos.” (Renuka Singh)

O poder da mente pode criar idéias positivas e negativas, realidades e ilusões, sonhos e pesadelos, situações inéditas e inusitadas, tudo fantasia da nossa mente.

Devemos ter cuidado com a nossa mente, pois ela é capaz de transformar o homem em um “ser todo poderoso” quando na verdade ele não é e nem está sozinho no mundo.

A mente humana deve ser controlada e seu poder utilizado para o bem comum, ou seja, para toda humanidade e não exclusivamente para o individualismo.

sábado, 5 de novembro de 2011

CORPO E ALMA

“O corpo material, por exemplo, vive em constante transformação através das ações e reações das diferentes células, que produzem o crescimento e a velhice. A alma, no entanto, sendo uma centelha espiritual minúscula, permanece imutável, sem se submeter às mudanças que ocorrem no corpo. Portanto, esse corpo material é simplesmente a corporificação da alma, que se espalha por ele e pode ser percebida como consciência individual.” (Chandramukha Swami)

O corpo material vive mais terá fim, já a alma é eterna. O corpo sofre transformações, mas a alma é imutável. A alma existe sem o corpo, mas o corpo não existe sem a alma.

O corpo possui uma natureza finita, ou seja, enquanto durar a vida humana, já a alma é eterna e infinita.

O homem é formado de corpo e alma, um corpo que é desenvolvido ao longo da vida e uma alma que lhe vivifica, uma chama acesa dentro de si, a energia divina viva no ser.

A alma preenche nosso corpo, quando o homem está em comunhão com Deus ele está em paz de espírito e sente-se bem “de corpo e alma”.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O APEGO MATERIAL

“Uma pessoa apegada que se entrega à impetuosidade dos sentidos cai numa condição que alimenta o inimigo na forma de desejos mundanos. Como um fogo devorador, esse inimigo-desejo se alastra pela mente e pela inteligência e destrói qualquer possibilidade de auto-realização. Para que isso não ocorra, é preciso que se entenda a alma como simples passageira do corpo material, o qual é comparado a uma carruagem arrastada pelos cavalos dos sentidos. A mente está sempre conectada com os sentidos e atua como as rédeas dessa carruagem. A inteligência, por sua vez, tem a sublime tarefa de condutora, ou seja, ela é quem define a trajetória e o destino da vida de cada um.” (Chandramukha Swami)

O apego material condiciona a vida humana, podendo levar o homem a dar várias voltas e retornar ao mesmo ponto, alimenta desejos inacabáveis e que acabam com os sentimentos bons, inibe a atuação da inteligência no controle dos sentidos humanos.

O apego material enfatiza felicidades passageiras, não sem atinge um êxtase, ela nunca será plena, apenas crescente, uma busca infinita e eterna.

Os desejos devoram os sentidos, tiram a visão da realidade, constroem pensamentos ilimitados que desencadeiam ações e reações que não são percebidas pelo homem condicionado ao apego aos desejos materiais.

A alma vive em um corpo inerte, movido por impulsos e desejos que levam o homem a escravidão, sua liberdade vai sendo restrita com o aumento do apego.

Quando o homem passa a viver em desapego material, a inteligência volta a comandá-lo, vai libertando o homem dos desejos materiais, o homem passa a seguir pelo caminho da vida. Vai rumo a vida eterna, mas em bondade e amor, em um mundo imaterial e cheio de graça e misericórdia, onde todas as almas são livres e devotas.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

IGNORÂNCIA, PAIXÃO E BONDADE

“Inércia, indolência e falta de atitude são as influências obscuras do modo da ignorância. Induzindo a pessoa à lamentação, apatia e depressão, a ignorância torna propensa a enganar e criticar os outros, a se intoxicar e consumir alimentos obtidos de forma violenta. Ondas incessantes de desejos caracterizam o modo da paixão, levando aquele que está sob sua influência a esforços exagerados e ansiedades ilimitadas. Na paixão, a pessoa nunca experimenta equilíbrio e sempre oscila entre extremos. Amor e ódio, amigo e inimigo, euforia e frustração. Ela ora saboreia os frutos doces de suas ações, ora sofre suas reações amargas e indesejáveis. Sob a regência do modo da bondade, a pessoa se liberta das reações pecaminosas, refina seus sentidos, se atrai cada vez mais por conhecimento e se torna limpa interna e externamente. Essas condições são propícias à realização espiritual, mas, por outro lado, podem aprisionar a pessoa a uma falsa sensação de felicidade, fazendo com que se esqueça de que a meta da vida é a libertação do cativeiro material.” (Chandramukha Swami)

A ignorância escraviza o homem com seus pensamentos violentos, que tanto o prejudicam quanto ferem o próximo, homens vitoriosos que esmagam o próximo são ignorantes, na verdade não são vencedores, mas são grandes ignorantes.

As paixões desequilibram o homem, ele passa a agir por instinto, não encontra limites, vive em constante mutação e instabilidade. Um homem que vive de paixões sempre estará descontrolado e não consegue medir seus pensamentos e atitudes, vive uma dualidade que lhe traz grandes frustrações.

O homem que vive de bondade busca aprimorar sua alma, está sempre se afastando do mal e a procura de uma felicidade que nem sempre é real, pois pode ser uma verdadeira ilusão, o extremo de uma bondade, ao invés de ser uma bondade pode ter como consequência uma maldade.

O homem pode viver cada momento desses em sua vida, pode passar de um para o outro e também retornar a um modo vivido. Ao longo da vida o homem se transforma, mas a única maneira dele ser livre do mundo material é conhecer a essência divina, sem Deus o homem não consegue viver em paz e harmonia, sempre lhe faltará algo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

UM CONHECIMENTO IRRADIANTE

“Saiba que assim como a luz do Sol revela tudo, o conhecimento espiritual dissipa a escuridão da ignorância e descortina o caminho da liberação. Esse conhecimento é como um poderoso barco, que ajuda o mais pecaminoso dos homens a cruzar o oceano de nascimentos e mortes. Na realidade, embora adormecido, ele já está dentro de todos. É o que há de mais sublime e puro, o fruto maduro da vida espiritual, e aquele que o desperta saboreia bem-aventurança transcendental dentro de si. Quem busca essa realização deve-se aproximar de um verdadeiro mestre espiritual e, com sinceridade, fazer-lhe perguntas relevantes sobre a vida espiritual.” (Chandramukha Swami)

O conhecimento espiritual habita dentro do ser, é uma chama que não se apaga, mesmo dentro de um coração gelado e obscuro ela vive a clarear os sonhos. Mas, ele fica adormecido quando o materialismo domina o ser.

Quando é despertado, ele ilumina o ser e irradia o seu redor, despertando o conhecimento nos outros e iluminado caminhos que antes viviam na escuridão.

Os mestres espirituais vivem para servir a Deus e a humanidade, auxiliam as pessoas a encontrarem o néctar da vida e a pureza espiritual, são homens iluminados que vivem para iluminar, com alegria e devoção não se cansam de ensinar.

Ajudam a esclarecer nossas dúvidas, nos levam a novos horizontes, se não podemos cruzar um oceano, eles guiam nosso barco por esse oceano de incertezas.

Os mestres espirituais vivem conectados a Deus e transmitem esse conhecimento divino à humanidade.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O SUPREMO

“Às vezes, entretanto, manifestamos um espírito desafiador e dizemos: “Deus não existe”, ou “Eu sou Deus”, ou mesmo “Não me importo com Deus”. Mas o fato é que esse espírito desafiador não nos salvará. Deus existe e podemos vê-Lo a cada momento. Se nos negarmos a vê-Lo durante nossa vida, então Ele se apresentará ante nós como a morte cruel. Se optarmos por não vê-Lo sob um aspecto, certamente O veremos sob outro aspecto.” (Srila A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada)

Deus dá vida ao mundo e a nosso corpo, ele é o Supremo Creador, transformando energia espiritual em material dá movimentação ao que é estático.

O universo está em movimento, à vida humana é uma dinâmica para todos, seja de forma interna ou externa, não existe um vazio onde tudo está parado, as energias estão em constante relação, entre ações e reações coisas são criadas, a matéria é transformada, se integra e se desintegra, sofre mutações, sua aparência material nem sempre é a mesma.

A alma existia sem o corpo, mas o corpo não existe sem a alma, o hálito da vida, o sopro de Deus dá vida ao homem. Logo ele passa a conhecer a matéria e esquece-se do espírito, passa a pensar em si próprio e quer ser diferente, esquece ele que tudo é ilusório no mundo material.

Tanto o homem quanto a matéria são constituídos de energia com essência espiritual, se nada é dele ele não pode dominar o que é de Deus. Esse é o momento de entender o sentido da vida, saber que a vida não veio dele, o homem não é autossuficiente.

Quando o homem passa a entender o conhecimento espiritual ele passa a ser um servo e um devoto de Deus, passa a viver de forma diversa, respeitar o próximo e a natureza, pois, agora ele sabe que tudo vem de um único lugar.

Se o homem está em sintonia com Deus ele passa a ver seus sinais, sua bondade e misericórdia, tudo que já existia a milênios e a cegueira material o impedia de ver. Ele sai da morte para vida, recebe uma paz inexplicável, conforto e consolo.